Notícias

Lucio Flávio

04 dez 2016 às 22:52

Exemplo
A tragédia da queda do avião com a delegação da Chapecoense causou comoção no mundo todo. Em Londrina, o acidente, que parece coisa de ficção por a gente teimar que ele não aconteceu, deixou muita tristeza. É geral a lamentação com quem você conversa. A dor maior por aqui talvez seja em razão da trajetória semelhante dos dois clubes. Na verdade, a Chape hoje é a inspiração do LEC para o futuro. Queremos ser eles amanhã. Assim como nós, os catarinenses se organizaram e, em pouco tempo, galgaram degraus entre os grandes do futebol brasileiro. Uma cidade do interior, longe dos holofotes mostrou que é possível chegar lá. Se eles chegaram, nós também podemos.

Modelo
Antes mesmo do acidente, a Chapecoense já tinha se tornado um time querido por todos que gostam do futebol. Com um projeto sólido e profissional, o clube se organizou, traçou metas e estava perto de conseguir algo quase impensável para um time pequeno/médio: um título internacional. A simpatia pela Chape muito se deve também a relação que o time tem com a sua torcida, em sua maioria, jovem, mas apaixonada. A cidade abraçou o time e os jogadores faziam parte da rotina dos moradores. Eram apenas mais um deles. E quando a bola rolava, se tornavam um só. É mais um exemplo que devemos aprender com eles.

Paredão
A tragédia nos tocou mais intimamente pelas mortes de Danilo, Lucas Gomes e Caio Júnior. Profissionais que passaram e contribuíram com a história do Londrina. O goleiro era um ídolo da galera alviceleste, tinha um carinho enorme pelo clube e sempre falou que voltaria a jogar por aqui. Fez tantos milagres no gol do Tuba que passou a ser chamado por Paredão. Profissional exemplar, que superou muitos obstáculos para chegar ao topo, grande homem, pai e um ótimo caráter. Nunca se negou a atender ou conversar com um fã. Estava sempre com um sorriso no rosto, marca da sua simpatia ímpar. Obrigado e esteja com Deus, Paredão!


Continue lendo