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LUCIO FLÁVIO

14 mai 2017 às 20:11

Paixão
A ação mais relevante que a diretoria do Londrina fez nos últimos meses foi a realização do treino aberto ao torcedor no VGD na semana passada. Era uma necessidade antiga, mas que demorou para o parceiro entender a importância de ter uma relação mais próxima com a torcida. A tarde ‘festiva’ na casa alviceleste agradou dirigentes, jogadores e comissão técnica. Enganam-se os dirigentes que acreditam que os atletas não querem esta proximidade com o torcedor e preferem a solidão dos CTs e concentrações. Futebol hoje é um grande negócio e como tal precisa ser administrado como empresa. Mas a diferença do futebol/negócio para qualquer outro é um item fundamental chamado paixão. Sem a paixão que vem das arquibancadas este produto morre.

Indiferença
Mesmo que ainda de forma improvisada, o Londrina tem feito algumas ações para abrir um pouco mais o clube e trazer para perto o seu público consumidor. A impressão que tenho é que o LEC finalmente enxergou que o caminho que estava seguindo iria levá-lo a indiferença total. É só ver o que aconteceu no Paranaense, quando o time teve uma média miserável de público: 2.030 pagantes por jogo. Seguindo este caminho, a realidade pode ser diferente no Brasileiro e, certamente, vai trazer muitos benefícios e recursos ao clube no futuro. Abrir os portões para a torcida é só o primeiro passo. Há um longo caminho a ser percorrido e para se chegar lá é preciso seguir investindo dentro, mas também fora de campo.

Limitado
A Série B começou no fim de semana e os 20 clubes terão um desafio a mais, que vai exigir muito planejamento ao longo do ano. O regulamento da competição prevê que cada clube poderá registrar, no máximo, 40 jogadores, podendo substituir até dez nomes. Na Série A, não há limite de inscrições. Como comparação, em 2016, o Londrina utilizou 56 jogadores ao longo da Série B. Se exige uma organização e planejamento maior dos times, limita, por exemplo, o uso de atletas da base. Com possibilidades de utilizar menos jogadores, os treinadores vão deixar a decisão de colocar um garoto só em último caso.


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