Uma administração municipal mais presente. Esse é um dos desejos dos moradores que vivem nas áreas urbanas mais afastadas do centro de Londrina. Você as conhece? Imagina como é viver por lá? De tão pacata que é a vida, e dura, às vezes, há lugares que parecem estar na zona rural: galinhas ciscam tranquilas nas ruas, praticamente não passam carros. Reforçando a semelhança, sobra até um espaço para o cultivo de árvores frutíferas, plantas aromatizantes, medicinais e até para a criação de animais.
O bairro mais distante do Centro de Londrina é o Conjunto Jamile Dequech, no extremo sul da cidade. E a casa mais ao sul está localizada na esquina das ruas Rui Viana e Justino Araújo Vilela, onde vive a família do estudante Mateus Augusto, de 14 anos. No início da tarde da última sexta-feira, o jovem limpava a casa para a mãe quando atendeu o NOSSODIA. Uma das curiosidades do seu imóvel é que ele não possui sequer um portão para evitar a entrada de "estranhos".
Mateus explica o motivo: "não tem perigo. Aqui é muito tranquilo", diz o adolescente, que frequenta o oitavo ano do ensino médio. A escola leva o nome do próprio bairro.
Mateus revela que não sabia que a casa onde mora é considerada a mais distante do centro de Londrina. Sobre a região central, conta que não costuma visitá-la com frequência. "O nosso bairro não tem muitas lojas. De vez em quando, uma vez por mês, minha mãe me leva ao centro para comprar uma coisa ou outra." O caminho do Jamile Dequech até o coração da cidade, a Catedral de Londrina, é de 11,3 km.
Neste caso, quanto maior a distância, maior o sossego? "Sim. A vida é bem tranquila. É como se estivesse mesmo num sítio", comenta ele. A prova está em frente ao imóvel. Na rua as galinhas circulam à vontade de um lado para o outro. Outras penosas preferem descansar em cima do galinheiro, no fundo de vale do bairro. Pés de banana e de outras frutas completam o cenário pacato.

A casa localizada nas esquinas das ruas Rui Viana e Justina Vilela é a última do Jamile Dequech, o bairro mais ao sul de Londrina: movimento ali, só das galinhas

No Conjunto Primavera, no extremo norte, moradores levam quase uma hora para ir ao
centro de ônibus: falta calçamento no ponto

Ruas sem asfalto são a principal queixa do pessoal do Eucaliptos, bairro da zona leste
distante cerca de 8,6km do centro
O bairro mais distante do Centro de Londrina é o Conjunto Jamile Dequech, no extremo sul da cidade. E a casa mais ao sul está localizada na esquina das ruas Rui Viana e Justino Araújo Vilela, onde vive a família do estudante Mateus Augusto, de 14 anos. No início da tarde da última sexta-feira, o jovem limpava a casa para a mãe quando atendeu o NOSSODIA. Uma das curiosidades do seu imóvel é que ele não possui sequer um portão para evitar a entrada de "estranhos".
Mateus explica o motivo: "não tem perigo. Aqui é muito tranquilo", diz o adolescente, que frequenta o oitavo ano do ensino médio. A escola leva o nome do próprio bairro.
Mateus revela que não sabia que a casa onde mora é considerada a mais distante do centro de Londrina. Sobre a região central, conta que não costuma visitá-la com frequência. "O nosso bairro não tem muitas lojas. De vez em quando, uma vez por mês, minha mãe me leva ao centro para comprar uma coisa ou outra." O caminho do Jamile Dequech até o coração da cidade, a Catedral de Londrina, é de 11,3 km.
Neste caso, quanto maior a distância, maior o sossego? "Sim. A vida é bem tranquila. É como se estivesse mesmo num sítio", comenta ele. A prova está em frente ao imóvel. Na rua as galinhas circulam à vontade de um lado para o outro. Outras penosas preferem descansar em cima do galinheiro, no fundo de vale do bairro. Pés de banana e de outras frutas completam o cenário pacato.

Do outro lado da rua, Cambé
Longe do Centro e muito perto de Cambé. Ali fica a residência da dona de casa Maria Francisca Rosa, de 62 anos, moradora da rua João Carlos Giraldes, no Conjunto Avelino Vieira, zona oeste de Londrina. A via está a 8,5 km do Centro, e divide o município com Cambé. Há cinco anos ela deixou a zona rural de Tamarana para viver no bairro. Porém, ainda mantém alguns costumes no espaço urbano. "Plantei tudo aqui do lado de casa: erva-doce, erva e capim-cidreira (plantas aromáticas utilizadas em culinária no preparo de bebidas medicinais). A erva-cidreira, por exemplo, é boa para acalmar a gente, além de antibiótica", ensina.
Dona Maria afirma que não pretende mais deixar o bairro. "Nesses cinco anos, nunca tive um problema por aqui. Tem escola, a segurança não é ruim. O asfalto foi reformado recentemente." Mesmo assim, ressalta que a vida poderia ser melhor. "Estamos sem iluminação, falta também chegar a rede de esgoto. Outro problema é que o posto de saúde mais próximo fica no Jardim Tókio (na mesma região), a uns cinco quilômetros", completa a dona de casa. (P.M.)
Longe do Centro e muito perto de Cambé. Ali fica a residência da dona de casa Maria Francisca Rosa, de 62 anos, moradora da rua João Carlos Giraldes, no Conjunto Avelino Vieira, zona oeste de Londrina. A via está a 8,5 km do Centro, e divide o município com Cambé. Há cinco anos ela deixou a zona rural de Tamarana para viver no bairro. Porém, ainda mantém alguns costumes no espaço urbano. "Plantei tudo aqui do lado de casa: erva-doce, erva e capim-cidreira (plantas aromáticas utilizadas em culinária no preparo de bebidas medicinais). A erva-cidreira, por exemplo, é boa para acalmar a gente, além de antibiótica", ensina.
Dona Maria afirma que não pretende mais deixar o bairro. "Nesses cinco anos, nunca tive um problema por aqui. Tem escola, a segurança não é ruim. O asfalto foi reformado recentemente." Mesmo assim, ressalta que a vida poderia ser melhor. "Estamos sem iluminação, falta também chegar a rede de esgoto. Outro problema é que o posto de saúde mais próximo fica no Jardim Tókio (na mesma região), a uns cinco quilômetros", completa a dona de casa. (P.M.)

A casa localizada nas esquinas das ruas Rui Viana e Justina Vilela é a última do Jamile Dequech, o bairro mais ao sul de Londrina: movimento ali, só das galinhas
‘A distância pode explicar a falta de atendimento’
Um dos últimos bairros da zona leste da cidade, a 8,6 km da Catedral, o Conjunto Eucaliptos (ironicamente) também possui semelhança com a zona rural. Principalmente quando o assunto é asfalto. "Parecem mesmo com estradas rurais. Olha o ‘estado’ da rua Nelson Lotz: só pedras soltas e poeira", lamenta a moradora Norma Reis, 56 anos, que mora há quase três décadas no bairro. "A distância da Prefeitura pode explicar a falta de atendimento", dispara ela, dando ainda mais detalhes sobre as carências da comunidade.
"A iluminação é outro problema. Sentimos que caiu a qualidade no atendimento após a troca da manutenção passar da Copel para a Sercomtel. Demoram semanas, até meses para trocar a lâmpada. Gostaríamos também de um posto de saúde no bairro. O mais próximo fica no Jardim Lindoia (na mesma região), a alguns quilômetros daqui." (P.M.)
Um dos últimos bairros da zona leste da cidade, a 8,6 km da Catedral, o Conjunto Eucaliptos (ironicamente) também possui semelhança com a zona rural. Principalmente quando o assunto é asfalto. "Parecem mesmo com estradas rurais. Olha o ‘estado’ da rua Nelson Lotz: só pedras soltas e poeira", lamenta a moradora Norma Reis, 56 anos, que mora há quase três décadas no bairro. "A distância da Prefeitura pode explicar a falta de atendimento", dispara ela, dando ainda mais detalhes sobre as carências da comunidade.
"A iluminação é outro problema. Sentimos que caiu a qualidade no atendimento após a troca da manutenção passar da Copel para a Sercomtel. Demoram semanas, até meses para trocar a lâmpada. Gostaríamos também de um posto de saúde no bairro. O mais próximo fica no Jardim Lindoia (na mesma região), a alguns quilômetros daqui." (P.M.)

No Conjunto Primavera, no extremo norte, moradores levam quase uma hora para ir ao
centro de ônibus: falta calçamento no ponto
Ida ao centro leva quase uma hora
Morando a 10,5 km, a zeladora Lidiane Pinheiro, 29 anos, gasta em média 50 minutos de ônibus até o centro de Londrina. Sua casa fica na rua Manoel Canuto Gouvêia Filho, Jardim Primavera, praticamente o último bairro da região norte. E por falar em condução, ela e outros moradores têm que esperar a chegada do transporte em um ponto sem calçamento. Muita poeira em dias ensolarados, barro nos dias chuvosos. "Falta muita coisa por aqui: um posto de saúde, uma escola, uma creche. A mais próxima fica lá no Conjunto Aquiles Stenghel (na mesma região), a mais de um quilômetro de casa. É difícil para mim buscar minha filha, de cinco anos, no fim do dia, depois de trabalhar tanto", relata a zeladora, com a esperança de uma administração municipal mais presente nos próximos anos. "Esperamos um prefeito mais próximo em 2017", finaliza. (P.M.)
Morando a 10,5 km, a zeladora Lidiane Pinheiro, 29 anos, gasta em média 50 minutos de ônibus até o centro de Londrina. Sua casa fica na rua Manoel Canuto Gouvêia Filho, Jardim Primavera, praticamente o último bairro da região norte. E por falar em condução, ela e outros moradores têm que esperar a chegada do transporte em um ponto sem calçamento. Muita poeira em dias ensolarados, barro nos dias chuvosos. "Falta muita coisa por aqui: um posto de saúde, uma escola, uma creche. A mais próxima fica lá no Conjunto Aquiles Stenghel (na mesma região), a mais de um quilômetro de casa. É difícil para mim buscar minha filha, de cinco anos, no fim do dia, depois de trabalhar tanto", relata a zeladora, com a esperança de uma administração municipal mais presente nos próximos anos. "Esperamos um prefeito mais próximo em 2017", finaliza. (P.M.)

Ruas sem asfalto são a principal queixa do pessoal do Eucaliptos, bairro da zona leste
distante cerca de 8,6km do centro
Resposta
Os problemas da rua Nelson Lotz, Conjunto Eucaliptos, foram repassados para o gabinete da Secretaria de Obras de Londrina. Segundo a diretoria de projetos, a via ainda não estava no cronograma de reformas da pasta. No entanto, após o contato do NOSSODIA, a rua pode entrar na lista de atendimentos para 2017. Antes disso, agentes da Secretaria de Obras devem ir ao local avaliar a condição da via, que poderá, em breve, receber o atendimento da operação "tapa-buracos". Em relação às reclamações na iluminação pública, as reivindicações dos moradores foram repassadas pela reportagem nesta quarta-feira à Sercomtel Iluminação Pública. A assessoria ficou de dar uma resposta até o final da semana. (P.M.)
Os problemas da rua Nelson Lotz, Conjunto Eucaliptos, foram repassados para o gabinete da Secretaria de Obras de Londrina. Segundo a diretoria de projetos, a via ainda não estava no cronograma de reformas da pasta. No entanto, após o contato do NOSSODIA, a rua pode entrar na lista de atendimentos para 2017. Antes disso, agentes da Secretaria de Obras devem ir ao local avaliar a condição da via, que poderá, em breve, receber o atendimento da operação "tapa-buracos". Em relação às reclamações na iluminação pública, as reivindicações dos moradores foram repassadas pela reportagem nesta quarta-feira à Sercomtel Iluminação Pública. A assessoria ficou de dar uma resposta até o final da semana. (P.M.)