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Londrinenses vão da euforia à frustração

17 jun 2018 às 21:03

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A Copa do Mundo com o Brasil em campo começou diferente para os moradores da zona norte de Londrina, na tarde de domingo (17). Um telão de LED, com dois metros de altura e três de largura, foi instalado no ginásio do Centro Esportivo Maria Cecília. Cerca de cem pessoas compareceram ao espaço destinado à prática esportiva no bairro para assistir ao jogo de forma gratuita. O empate em 1 a 1 com a Suíça, em Rostov, na Rússia, acabou colocando "água no chope" dos presentes.
O estudante Matheus da Silva, que acompanhou o confronto junto com um amigo, saiu incomodado com a arbitragem. "O juiz tinha que ter mais ‘pulso’. Foram erros em dois lances importantes: o cabeceio que gerou o gol da Suíça e um ataque do Brasil com o Gabriel Jesus. Não sei por que tem árbitro de vídeo se não usam quando precisa. Acabou estragando a animação e a festa do pessoal. Esperava que seria 3 a 0 para a seleção brasileira", disse ele, que, com uma vuvuzela na mão, só pôde usar o objeto, que fez sucesso na Copa da África do Sul, em 2010, no gol de Philippe Coutinho.
A transmissão da estreia do Brasil no Mundial também reuniu várias famílias no centro esportivo. A aposentada Tereza Viana de Souza levou a filha e os dois netos para acompanhar o duelo. "Passou um carro de som na rua anunciando que iria ter e por isso vim. Achei uma ideia legal, é um lugar onde podemos encontrar os amigos para torcer juntos. Pena que tem o alambrado entre as pessoas e o telão e acaba atrapalhando. Também lamento o empate do Brasil", afirmou. "Mas confio que no próximo jogo a seleção vai melhorar e estaremos aqui novamente", projetou.
Os torcedores refletiram do começo ao fim as ações do confronto. Nos primeiros 45 minutos, o gol canarinho embalou o animado público presente, que buscou completar a festa com quitutes e bebidas que eram comercializados no local. A pressão da Suíça na segunda etapa, que culminou na igualdade, e as chances perdidas pelos comandados de Tite mudaram o clima entre os torcedores, que ficaram apreensivos e frustrados. Acabaram sobrando manifestações contra o árbitro.
Quem também saiu do lugar sem muito a comemorar foi o casal Neusa Sevallo e César Loureiro. Comerciantes, levaram refrigerantes para vender durante toda a tarde. "Vendemos só sete latinhas. Faltou mais divulgação, colocar uma faixa na frente do centro esportivo, pois passam vários ônibus aqui. Muitos não ficaram sabendo sobre essa exibição. Vamos voltar na próxima partida e ver se conseguimos uma renda melhor. É um olho no cliente e outro no jogo", explicaram.
O telão e as caixas de som foram instalados pelo governo do Estado e não tiveram custos para o município. A estrutura ficará montada no ginásio enquanto durar a participação da seleção brasileira na Copa. A expectativa da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) era que mil torcedores comparecessem. "Estamos provendo algumas melhorias no espaço e ele foi escolhido para receber este telão porque é uma forma de trazer ainda mais as pessoas para cá. A expectativa é que o público aumente, já que na sexta (22, quando o Brasil enfrenta a Costa Rica) será de manhã e temos idosos e alunos que fazem atividade no horário", elencou Fernando Madureira, presidente da FEL. (Pedro Marconi/Grupo Folha)
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