"Faites-nous rêver" (Faça-nos sonhar). O sonho de uma nação inteira virou realidade quando a seleção francesa levantou a taça de bicampeã mundial neste domingo. Em Londrina, não foi diferente: um grupo de brasileiros apaixonados pela cultura francesa também comemorou a vitória convincente de "Les Bleus", os Azuis.
Para o franco-brasileiro Caetano Ricardi, diretor da escola Aliança Francesa, a seleção jogou com postura de campeã na Copa na Rússia desde a fase de classificação. "É uma seleção jovem, um time que jogou unido, que tem comando, respeita a hierarquia e não depende de um só jogador", elogiou.
Há 20 anos, os franceses foram algozes do Brasil na Copa da França, quando sagraram-se campeões pela primeira vez ao vencerem a final por 3 a 0. Para a estudante Marília Barros Breda, que torceu para os Azuis nesta final, aquela derrota é coisa do passado: "Já são 20 anos, temos que superar isso". Ela citou o "novo" lema da seleção francesa, que agora é "Liberté, Egalité, Fraternité e Mbappé", referência ao craque revelação da Copa.
Para o estudante Gabriel Correia, com a desclassificação do Brasil nas quartas de final, restou torcer pelos franceses. "Hoje (domingo), a França mereceu mais que a Croácia, e é isso aí: Allez Les Bleus!", gritou o mais francês entre os brasileiros no evento.
A capacidade de integração e interação entre os jogadores também foi destacada como principal legado desta geração francesa. Para os pés-vermelhos com coração azul, a mensagem de união está estampada na camisa do time, que tem 15 imigrantes ou descendentes entre os 23 convocados para o Mundial. "Isso mostra que eles são tão franceses quanto os que não são filhos de imigrantes, e traz uma mensagem positiva para toda a nação", disse Marília.
Para Ricardi, uma premissa da França é o respeito à diferença - "vive la différence". "É um país com muitos imigrantes e é representativo. A França é isso e tem que ser assim. A inclusão é a melhor mensagem, não se fechar", afirmou o diretor.
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