O samurai Miyamoto Musashi e Leônidas de Esparta, do filme 300, além de guerreiros, têm em comum a barba. A do primeiro é mais fina, ao passo que a de Leônidas é a clássica: cheia, rústica e marcante. Entre os mortais, cada qual com seu estilo, a barba já debelou o rótulo de modismo, as barbearias sagraram-se e fidelizaram sua clientela, assim como os produtos especializados ganham cada dia mais popularidade e espaço na necessaire masculina. Gerente da barbearia Gerardt, Samuel Plínio admite que 50% do movimento do local é homens que buscam cuidar da barba. Tanto que os pacotes de serviços são variados. "O plano mais procurado é o de dois cortes e duas barbas por mês." O profissional assegura que o cuidado tem explicação: "O estilo de barba hoje é diferente. Houve uma época em que os homens deixavam a barba crescer por si só, era algo mais rústico. Mas hoje, a procura por nosso trabalho é para ter uma barba desenhada, modelada e muitos buscam a simetria, algo que em casa, não conseguem fazer. Tanto que graças a uma barba bem cuidada, hoje é possível ver bancários, advogados e repórteres na TV com barbas mais do que aprovadas", sustenta. O expert ainda revela que entre os que aderiram aos pelos, o período de férias foi o eleito. "A pessoa relaxa, aproveita para ver como vai ficar e não se enxerga mais de outro jeito."
O bigode padrão mustache foi a primeira investida do barbeiro Luis Henrique Silva, 24 anos, no universo dos barbados. Mantém o bigode clássico e soma ao visual a barba cerrada. "A minha barba espeta, então cerrada é uma alternativa. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

Samuel Plínio: "Mais que fazer a barba, é uma experiência"