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LACUNA - Ausência sentida

Vítor Ogawa
Grupo Folha
01 out 2017 às 21:43

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Ricardo Chicarelli
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` Enquanto em quase todos os esportes se vê o crescimento da participação feminina, durante a realização do 27º Torneio Bratac-Fiação de Seda de Softbol, no campo da Acel (Associação Cultural e Esportiva de Londrina), no domingo (1º) em Londrina, não havia nenhuma equipe de softbol feminino entre as 16 equipes participantes. Isso a dois anos da disputa da Olimpíada de Tóquio-2020, que terá a retomada do softbol feminino entre os esportes olímpicos. Essa ausência significa que certamente não haverá nenhuma atleta de Londrina na seleção brasileira de softbol que disputará a classificação para os Jogos.
A crise evidenciada com a falta de equipe feminina expõe um problema que teve início com a retirada do esporte por parte do Comitê Olímpico Internacional depois dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim. Sem essa que é considerada uma das maiores disputas do esporte mundial, há uma queda de procura pela modalidade e as potenciais atletas que poderiam jogar softbol acabam migrando para outros esportes.
Além disso, a implantação do softbol ainda é considerada recente na cidade se comparada com o beisebol, cuja implantação quase se confunde com a história de Londrina, quando chegaram os primeiros imigrantes japoneses à região. Foi em 1933 que houve o registro oficial dos primeiros times de beisebol fundados no Paraná, em Cornélio Procópio (Colônia Central) e em Londrina. Já o softbol ingressou no município apenas na década de 80.
O presidente da Federação Paranaense de Beisebol e Softbol, Francisco Takio Tan projeta que, no ano que vem, deve tentar organizar uma equipe com crianças de sete a dez anos para retomar a categoria das meninas.
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