Se dentro de que campo o time brasileiro não saiu do 0 a 0 com o México, em Fortaleza (CE), fora dele a partida gerou uma "goleada" de acidentes nas ruas de Londrina. Na última terça, o NOSSODIA acompanhou o trabalho do Siate durante os 90 minutos de jogo e registrou 11 ocorrências no período. Se comparado a outras tardes, número foi quase quatro vezes maior.
Entre os casos, 90% foram acidentes de trânsito. Os vilões foram a ansiedade e o consumo de bebida alcoólica. "Antes e um pouco depois do início do jogo, as pessoas saem do serviço e se deslocam com pressa até os locais onde vão assistir o Brasil. Infelizmente, isso acaba causando acidentes. Já após o final da partida, o grande problema é com as pessoas exaltadas por causa da bebida alcoólica", avaliou o subtenente Laerte Anísio de Oliveira.
De acordo com ele, a situação é muito diferente das datas em que o Brasil não entra em campo. "Em dias comuns, por exemplo, principalmente nas terças, entre 14 horas e 17h30, são registradas no máximo três ocorrências", compara o subtenente. Durante 90 minutos de jogo, apesar da quantidade de acidentes, nenhuma vítima ficou ferida gravemente. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Entre os casos, 90% foram acidentes de trânsito. Os vilões foram a ansiedade e o consumo de bebida alcoólica. "Antes e um pouco depois do início do jogo, as pessoas saem do serviço e se deslocam com pressa até os locais onde vão assistir o Brasil. Infelizmente, isso acaba causando acidentes. Já após o final da partida, o grande problema é com as pessoas exaltadas por causa da bebida alcoólica", avaliou o subtenente Laerte Anísio de Oliveira.
De acordo com ele, a situação é muito diferente das datas em que o Brasil não entra em campo. "Em dias comuns, por exemplo, principalmente nas terças, entre 14 horas e 17h30, são registradas no máximo três ocorrências", compara o subtenente. Durante 90 minutos de jogo, apesar da quantidade de acidentes, nenhuma vítima ficou ferida gravemente. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Sem tempo pra torcer
Na tarde de terça, as três viaturas do Siate praticamente não ficaram no pátio do 3° Grupamento, na Vila Nova, devido ao grande número de casos. No volante de uma delas estava o socorrista Edgar da Penha. Talvez não acreditando muito na "correria" que seria o expediente, teve a companhia do filho Vitor (10 anos) para "assistir" Brasil e México. "Temos o costume de acompanhar os jogos juntos e hoje (terça) achei que não seria diferente", disse da Penha. "Mas está bem corrido e quase não consigo ver o Brasil, o que me deixa ansioso", explicou ele, que ouviu do filho os lances que não assistiu. (P.M.)
Matou dois na contramão
Na noite da mesma terça, os bombeiros atenderam um trágico acidente. Por volta das 20h30, depois do término do jogo, Alan Ferreira da Silva, 25 anos, entrou em alta velocidade na contramão da BR-369, perto da avenida Rio Branco, para fugir de uma viatura da Polícia Militar. O Gol que ele conduzia chocou-se contra uma moto, conduzida por Marcelo Pereira Junior, 22 anos, que morreu na hora. Na sequência, atingiu um Fusca. A passageira do carro, Creusa Maria Machado da Silva, 56, morreu a caminho do hospital. O motorista, Antônio Bernardo dos Santos, 42, foi encaminhado em estado grave para a Santa Casa. Já Alan foi conduzido ao Hospital Universitário com risco de morte. (P.M.)