O percurso até o ponto de ônibus está mais perigoso e cansativo para os usuários do transporte coletivo, no Conjunto João Turquino, extremo Oeste de Londrina, na divisa com o município de Cambé. Há pelo menos um mês, o coletivo deixou de passar por uma rua (sem nome) do bairro e agora os moradores que vivem nas últimas ruas são obrigados a caminhar quase um quilômetro para não perder o busão da linha 307 (Jardim Avelino Vieira).
Um deles é o servente de pedreiro Fábio Lopes dos Santos. Ele mora no final da Rua Ginástica Olímpica, uma das últimas vias do conjunto, e tem de fazer uma boa caminhada até a Avenida Maratona, na divisa com o Jardim Olímpico, para não chegar tarde no trabalho. "Eu chego a andar até um quilômetro para pegar o ônibus. Isso porque esta rua, que ninguém sabe o nome, foi destruída pelos próprios ônibus. Há um ponto de ônibus nela, mas o coletivo não passa mais aqui por causa dos buracos", comenta ele.
Outro "problemão" destacado pelos moradores é o asfalto da rua. Atualmente, ela está intransitável. Até mesmo os pedestres encontram dificuldades para passar pelo local. A via possui diversos buracos, que chegaram a dividir a rua ao meio. Uma das crateras tem quase um metro de profundidade e cerca de 10 metros de extensão.
Realidade que já fez algumas vítimas. "Pelo menos uns dois meninos já caíram nestes buracos. Um deles se machucou bastante e precisou ser socorrido pelo Siate. Além dos problemas no asfalto, a via é muito escura durante a noite e as pessoas não enxergam muito bem. As rachaduras aumentam a cada chuva", contou a doméstica Regina de Rosário. "Os vizinhos sempre pedem para a Prefeitura dar um jeito nesses buracos. Essa situação já tem mais de um ano", lamenta ela.
"Quando chove, fica ainda pior. A água desce com muita força e enche todos os buracos. Aí fica muito difícil vê-los e as pessoas só percebem quando caem dentro", conta o estudante João Paulo, ao lado do amigo Carlos Henrique. Para evitar mais acidentes, enquanto o poder público não se movimenta para atender a comunidade, os próprios moradores decidiram bloquear o tráfego na avenida e pelo menos evitar novos acidentes.
Como protesto, até bananeiras foram plantadas nos buracos e algumas já oferecem frutos. Uma delas foi até atropelada. O clima atual favorece o desenvolvimento da planta e, caso nada seja feito, as bananeiras terão longa vida, pois são cultivadas em climas tropicais, onde o calor, a luz solar e a água são abundantes. (P.M.)
O NOSSODIA entrou em contato com a assessoria da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina), que informou não ter informações sobre a mudança de qualquer rota na linha 307 (Avelino Vieira), que atende o João Turquino. A reportagem não conseguiu ouvir a Secretaria Municipal de Obras, sobre uma possível reforma da via, e nem mesmo a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina), responsável, segundo a assessoria da TCGL, pela alteração de horários e itinerários no transporte coletivo em Londrina. As atividades na Prefeitura, setores administrativos das secretarias municipais estiveram suspensas na última sexta-feira (11). (P.M.)