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O cara do Mensalão

Janene ainda assombra - Morto ou vivinho da Silva?

Rubens Chueire Jr.
Folha de Londrina
21 mai 2015 às 15:44

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Marcos Zanutto
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O ex-deputado José Janene morreu em 2010. Mas tem gente que não acredita, já que o fantasma dele ainda assombra a política e os escândalos nacionais. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que investiga os desvios de recursos públicos de obras da estatal, confirmou na quarta que quer pedir à Justiça a exumação do corpo dele. A decisão foi tomada após parlamentares que fazem parte da apuração terem recebido informações de que o ex-líder do PP na Câmara não estaria morto.
Até o final da tarde de quarta, a presidência da CPI dava como certa a aprovação do requerimento para que o pedido fosse oficializado. Entretanto, durante a noite e, após diversas manifestações de familiares de Janene, o presidente da Comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), ressaltou que a votação do requerimento só deve ser realizada após a ex-mulher do londrinense, Stael Fernanda Janene, ser ouvida em audiência. A convocação da viúva deve ser votada já na próxima semana. Ela se divorciou de Janene em 2008, dois anos antes da morte do ex-parlamentar.
"Se a prova for contundente, não nos cabe ficar alimentando essa história. Não quero agredir a história de ninguém", afirmou Motta.

Reprodução/Internet
Reprodução/Internet



Ninguém viu Janene morto
Um dos fatos suspeitos levantados pela CPI para pedir a exumação é de que o caixão em que estava o ex-deputado estaria lacrado e que, portanto, nenhum familiar teria conseguido ver o corpo antes do enterro, fato negado pela família. Segundo a presidência da Comissão, tais detalhes teriam sido repassados por fontes que teriam conversado com a viúva do ex-deputado. Oficialmente, o ex-parlamentar morreu aos 55 anos, no dia 14 de setembro de 2010 em São Paulo, depois de ficar internado no Instituto do Coração por pouco mais de um mês. Ele foi enterrado no dia seguinte no Cemitério Islâmico de Londrina. Figura polêmica, Janene é considerado pelas investigações da Operação Lava Jato, peça central do esquema de corrupção na Petrobras; além de também ter sido um dos réus do escândalo do Mensalão. (R.C.)

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Negativa
Segundo o advogado de Stael, Luis Gustavo Flores Rodrigues, sua cliente repudia a informação de que ela teria procurado qualquer um dos integrantes da CPI da Petrobras, ou de que teria mencionado a existência de contas no exterior.
A própria Stael divulgou um comunicado oficial. "Em momento algum procurei ou fui procurada por qualquer deputado dizendo o que colocaram em minha boca, principalmente no que tange à respeito de minha suposta desconfiança sobre a morte do pai de meus filhos. Não posso deixar de me pronunciar neste momento, por entender ser um erro e uma maldade desumana que farão aos meus filhos, suas filhas e a toda comunidade muçulmana, se vierem a Londrina para um exumação despropositada para fins políticos. Tudo isto é desnecessário", afirmou, em trecho da nota.
"Caso queiram realmente a comprovação de sua morte, pois ela se deu no Hospital Incor de São Paulo, devidamente registrada em cartório da mesma cidade, e também seu atestado assinado por um médico nacionalmente conhecido. Fácil, extremamente fácil de se comprovar, evitando-se assim um desconforto para toda a família, e dinheiro público gasto para fins midiáticos", completou. (com Agência Estado)


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