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Já pode pedir música - LEC empata a terceira seguida em casa

Lucio Flávio Cruz
Grupo Folha
27 jul 2015 às 08:33

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Anderson Coelho
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Não foi da maneira como a torcida esperava o reencontro com o Londrina no estádio do Café no na Série C do Brasileiro. O time abusou dos erros e não saiu de um 0 a 0 com o Madureira, na manhã de domingo, no fechamento do primeiro turno. Dos cinco jogos em casa, o Londrina acumulou o terceiro empate e fecha esta etapa do campeonato sem conseguir vencer os três últimos colocados.
Com o empate, o LEC subiu aos 16 pontos e permanece no G4. O Tubarão volta a jogar sábado, às 11h, contra o Portuguesa, no Canindé. Já o Tricolor Suburbano foi a oito pontos e segue na briga contra o rebaixamento. O Madureira recebe o Caxias também no próximo sábado.
Com três volantes, o Londrina apresentou um time lento, que errou muitos passes e sem nenhuma criatividade. Depois de ser vaiado no intervalo, o LEC voltou com Vitinho e Edmar para o segundo tempo. O time melhorou e imprimiu mais velocidade. Chegou a exercer uma pressão e teve chances com Edmar, Rafael Gava e Allan Vieira, mas faltou caprichar na finalização.
Até que um pênalti caiu do céu para o Tubarão aos 38 minutos da etapa final. Depois de um escanteio da esquerda, o zagueiro Matheus brigou pelo rebote e a bola pegou na mão de Leandro Chaves. Todos esperavam que Germano cobrasse a falta máxima. O treinador chegou, inclusive, a questionar o capitão, à beira do gramado, por que ele não foi para a cobrança. Mas Maicon assumiu a responsabilidade e telegrafou a batida. Bola fraca, à meia altura, no canto direito, o que facilitou a defesa do goleiro Márcio. A torcida perdeu a paciência e passou a vaiar o lateral e o time, no fim do jogo.

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‘Foi uma decisão do Maicon bater o pênalti’
O lance que poderia ter definido a vitória do Londrina diante do Madureira se tornou a principal polêmica da partida. O técnico Claudio Tencati não quis revelar se o lateral Maicon era realmente a primeira opção para cobrar o pênalti aos 38 minutos do segundo tempo. "Não houve indefinição nenhuma. Os atletas sabem quem treina e quem bate e foi orientado ali também. Se o Maicon pegou a bola e quis bater, foi uma decisão dele", apontou. "Não vou discutir aqui quem era que tinha que ter batido, senão vão falar que estou tirando a minha responsabilidade e colocando nos atletas". Na saída do gramado, Maicon garantiu que estava confiante para fazer o gol. "Treinei bem durante a semana e assumi a responsabilidade. Futebol é assim. Infelizmente, aqui em Londrina ninguém tem parâmetro. De um jogo para o outro você sai do céu e vai para o inferno", vociferou o lateral. O capitão Germano também não quis entrar em polêmica e fez questão de preservar a imagem do companheiro. "O Maicon está entre os nossos batedores e tem bom aproveitamento. Ele pegou a bola e pediu para bater. Vinha de uma boa sequência de jogos e estava confiante", frisou. (L.F.C.)

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