O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP) deve entregar na segunda-feira (26) o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o MP (Ministério Público) sobre questões relacionadas ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A polêmica veio à tona depois que o promotor Renato de Lima Castro abriu procedimento para apurar distorções nos valores do imposto no condomínio do prefeito, o Village Premium, na zona sul. Neste sábado (24) representantes de sindicatos de trabalhadores e da associação dos moradores do Jardim Santa Mônica fizeram protesto com faixas e cartazes em frente ao residencial. O grupo já colheu 11 mil assinaturas em abaixo assinado para pedir revogação da lei que alterou a planta de valores.
O TAC 1 é decorrente da omissão do prefeito de não tomar providências quanto a determinação de desmembramento do condomínio onde mora, na zona sul de Londrina, que vai implicar em uma multa de R$ 130 mil, em caráter pessoal.
O TAC 2 está a reorganização completa do sistema de tecnologia de informação da prefeitura, mais transparência na planta de valores e a cobrança retroativa de diferença do imposto, que foi cobrado a menos dos condomínios não desmembrados.
O TAC 3 é referente a taxa de coleta de lixo, que não foi cobrada no IPTU do condomínio do prefeito. O Ministério Público pede que sejam excluídos da planilha de cálculo, os investimentos futuros previstos pelo município.
Belinati desconversou ao ser questionado sobre o TAC nesta sexta-feira (23) à noite antes de participar do jantar de lançamento da 58ª ExpoLondrina. O prefeito classificou de "eleitoreiro" os pedidos de cassação de mandato feito por três partidos políticos que questionam irregularidades na lei que alterou. "São partidos políticos, em ano eleitoral, e vamos tratar esta questão no campo político também", declarou. (Guilherme Marconi/Grupo Folha)