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‘INSTINTO SELVAGEM’ - Sai da prisão e mata mulher grávida horas depois

Paulo Monteiro
NOSSODIA
03 mar 2016 às 10:00

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Reprodução TV Tarobá
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Nem mesmo a presença da filhinha, de seis anos, impediu que Bruna Aparecida Alves dos Santos, 23 anos, fosse esfaqueada no peito e nas costas. O crime aconteceu por volta das 21h30 de terça, na Vila Oliveira, em Rolândia. A vítima, que estava grávida de dois meses, até foi socorrida pelo Siate, encaminhada ao Hospital São Rafael, mas não resistiu e morreu horas depois. O suspeito, Jean Aparecido Dias, 21, foi preso por policiais militares na mesma noite. Ele tinha deixado a prisão horas antes e estava com uma tornozeleira eletrônica no momento do ataque. Aparelho que permite ao preso ser monitorado no regime semiaberto.
O delegado Marcelo Sakuma, que responde pela Delegacia de Rolândia, disse que Dias foi autuado por homicídio doloso, com pena de seis a 20 anos de reclusão. O delegado informou que o suspeito confessou o crime e contou que agrediu a moça por ciúmes, tomado por forte emoção, pois ela estaria se relacionando com outro preso em Rolândia. Dias teria deixado a cadeia da cidade em 2015 e transferido para a Casa de Custódia de Londrina (CCL). Em depoimento, afirmou que desde então a vítima não lhe visitou mais. Bruna estaria grávida do seu atual namorado. A criança de seis anos, que presenciou o crime, não seria filha de Dias. De acordo com Sakuma, o suspeito ainda teria cortado a tornozeleira após o crime e arremessado o objeto em cima do telhado de uma casa. A tornozeleira teria sido apreendida. Dias foi detido a caminho do Distrito de São Martinho e pretendia se esconder no interior de São Paulo. O delegado explicou que o suspeito já tem antecedentes criminais pelos crimes de furto e roubo. O preso foi encaminhado para a carceragem da Delegacia de Rolândia.

Agressores possuem vinculo afetivo
A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, divulgou dados nacionais sobre violência contra as mulheres, que mostram 38,72% delas, em situação de violência, sofrem agressões diariamente. Em 67,36% dos relatos, os ataques são cometidas por homens com quem as vítimas tinham ou tiveram vínculo afetivo: companheiros, cônjuges, namorados, amantes, ex-companheiros. Já em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido. Na última terça, foi lançada a campanha de combate à violência contra as mulheres, intitulada "Chega de Violência". Emissoras de rádio do Paraná vão transmitir boletins, entrevistas e informativos sobre o tema semanalmente. A ação foi articulada pelo Governo com a Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp), a "Mais Marias" e outras Organizações Não Governamentais. A ação é o início de eventos que comemoram o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. (P.M.)


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