É grade pra todo lado, e quem circula pela primeira vez no Conjunto Lindoia (zona leste) estranha o visual do comércio. Não é preciso muita prosa para entender o motivo de portas fechadas em horário comercial. Embora ressabiados, comerciantes e comerciários, aos poucos, contam sobre o sofrimento pelo qual passam – de noite e de dia.
O açougue, que já sofreu sete assaltos, investe como pode em segurança – até para agarrar a clientela. Em 12 anos de funcionamento, o comerciante Valdinei Rodrigues, 44 anos, julga ser um sobrevivente. Hoje, são 16 câmeras no estabelecimento, investimento que dói no bolso e, segundo o comerciante, poderia ter outro destino. "Poderia contratar um funcionário. Esse dinheiro daria para pagar meio ano a um empregado", explica. "Tô quase colocando uma porta giratória com detector de metais e trabalhamos o dia todo com segurança particular", comenta.
A atitude de proteção vem do medo. "É uma reação. A gente tá aqui trabalhando e chegam nos rendendo. O susto fica cada dia maior, pois além do prejuízo financeiro tem o emocional." Na padaria, no bazar e na lanchonete não é diferente. O medo impera. Nas casas de grade do chão ao teto um suspiro de esperança vem da expectativa de ação das autoridades. "A gente não fica relaxado", diz um morador da rua Itambé, que prefere não se identificar. "Temos cerca elétrica, alarme, câmera e ainda assim entraram no vizinho pela porta da frente. São ousados e esperamos que as autoridades de fato tomem alguma atitude, pois não dá pra viver assim".
Atrás das grades, comércio do Lindoia é reflexo da violência
O açougue, que já sofreu sete assaltos, investe como pode em segurança – até para agarrar a clientela. Em 12 anos de funcionamento, o comerciante Valdinei Rodrigues, 44 anos, julga ser um sobrevivente. Hoje, são 16 câmeras no estabelecimento, investimento que dói no bolso e, segundo o comerciante, poderia ter outro destino. "Poderia contratar um funcionário. Esse dinheiro daria para pagar meio ano a um empregado", explica. "Tô quase colocando uma porta giratória com detector de metais e trabalhamos o dia todo com segurança particular", comenta.
A atitude de proteção vem do medo. "É uma reação. A gente tá aqui trabalhando e chegam nos rendendo. O susto fica cada dia maior, pois além do prejuízo financeiro tem o emocional." Na padaria, no bazar e na lanchonete não é diferente. O medo impera. Nas casas de grade do chão ao teto um suspiro de esperança vem da expectativa de ação das autoridades. "A gente não fica relaxado", diz um morador da rua Itambé, que prefere não se identificar. "Temos cerca elétrica, alarme, câmera e ainda assim entraram no vizinho pela porta da frente. São ousados e esperamos que as autoridades de fato tomem alguma atitude, pois não dá pra viver assim".
Fotos: Walkiria Vieira

Atrás das grades, comércio do Lindoia é reflexo da violência
Polícia promete devolver segurança ao bairro
Em atendimento à reportagem do NOSSODIA, a Assessoria de Comunicação da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar informou que irá intensificar as ações de patrulhamento. "Em nossos registros consta uma ordem de serviço com pedido de mais policiamento de 8 de julho. O pedido é da comunidade e na época foi feito mais policiamento da Rotam e Rocam na região e mais precisamente próximo ao Colégio Estadual Carlos de Almeida. Após isso, não tivemos mais reclamação e acreditávamos que tudo estivesse mais tranquilo", informou a assessoria. "A orientação é que as vítimas façam o registro da ocorrência para nos apoiar no planejamento de policiamento e onde devemos empregar mais efetivo." Serviço: A comunidade pode procurar a 4ª Companhia Independente da Polícia Militar na av. Saul Elkind, 1725.
Mais informações: 3372-8950(W.V.)
Em atendimento à reportagem do NOSSODIA, a Assessoria de Comunicação da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar informou que irá intensificar as ações de patrulhamento. "Em nossos registros consta uma ordem de serviço com pedido de mais policiamento de 8 de julho. O pedido é da comunidade e na época foi feito mais policiamento da Rotam e Rocam na região e mais precisamente próximo ao Colégio Estadual Carlos de Almeida. Após isso, não tivemos mais reclamação e acreditávamos que tudo estivesse mais tranquilo", informou a assessoria. "A orientação é que as vítimas façam o registro da ocorrência para nos apoiar no planejamento de policiamento e onde devemos empregar mais efetivo." Serviço: A comunidade pode procurar a 4ª Companhia Independente da Polícia Militar na av. Saul Elkind, 1725.
Mais informações: 3372-8950(W.V.)
Moradora não tem mais coragem de entrar em casa sozinha
Vítima de furto, uma moradora da rua Florestópolis ainda vive o trauma de ter a casa invadida. Londrinense, a contadora de 41 anos prefere não expor seu nome e pede que a polícia tome providências. "Tenho vontade de me mudar. Dá para contar nos dedos de uma mão o comércio que ainda não foi visitado e esperamos uma iniciativa das autoridades". Foi numa sexta-feira de outubro, à tarde, que a casa da família da contadora foi invadida. "Ligamos para a polícia, fizemos B.O, e ainda assim, mais três casas foram furtadas após a nossa." Ainda abalada,
a vítima estima que o prejuízo do que foi
levado – a maioria eletroeletrônicos - fique em torno de R$ 13 mil. "Levaram até o carrinho de bebê da minha filha." Diante do ocorrido, a casa ganhou reforço na segurança. "Pensava que estivesse segura. E agora reforçamos portão, trocamos uma porta, colocamos mais duas tetras, cerca e alarme. Mas ainda assim não me sinto à vontade. Tudo mudou". (W.V.)
Vítima de furto, uma moradora da rua Florestópolis ainda vive o trauma de ter a casa invadida. Londrinense, a contadora de 41 anos prefere não expor seu nome e pede que a polícia tome providências. "Tenho vontade de me mudar. Dá para contar nos dedos de uma mão o comércio que ainda não foi visitado e esperamos uma iniciativa das autoridades". Foi numa sexta-feira de outubro, à tarde, que a casa da família da contadora foi invadida. "Ligamos para a polícia, fizemos B.O, e ainda assim, mais três casas foram furtadas após a nossa." Ainda abalada,
a vítima estima que o prejuízo do que foi
levado – a maioria eletroeletrônicos - fique em torno de R$ 13 mil. "Levaram até o carrinho de bebê da minha filha." Diante do ocorrido, a casa ganhou reforço na segurança. "Pensava que estivesse segura. E agora reforçamos portão, trocamos uma porta, colocamos mais duas tetras, cerca e alarme. Mas ainda assim não me sinto à vontade. Tudo mudou". (W.V.)