Há 15 anos no mesmo endereço, a cabeleireira Juliana Queiroz, 30 anos, não sabe precisar ao certo quantas vezes a clínica estética em que trabalha foi alvo de acidentes de trânsito. "Já chegou a acontecer até dois no mesmo mês. Fora o susto, é muito transtorno e um gasto fora do orçamento", diz.
De acordo com a cabeleireira, no mais recente acidente, ela precisou desembolsar R$500. "Sem contar que precisamos até a ter que pagar vigilante porque o carro invadiu a nossa recepção e não tinha como passar a noite sem segurança", relata. Diante do risco permanente – a clínica fica em uma esquina da Rua João Cândido com a Jorge Velho – a cabeleireira e uma cliente decidiram fazer uma placa para alertar pedestres e motoristas. "Pagamos R$ 300 para fazer a placa e de lá pra cá, fizemos em dezembro, não aconteceu nenhum", afirma.
O auxiliar de almoxarifado João Pedro Morais, 21 anos, confirma o perigo. "Além dos carros que passam em alta velocidade vindo da Bandeirantes e dos que tentam cruzar pela Jorge Velho, os pedestres são desatentos. Eu trabalho aqui há oito meses e já presenciei duas batidas", diz. A balconista Edna Vicentini, 50 anos, conta que antes da placa via acidente toda semana. Na maioria das vezes é porque invadem a preferencial", observa.