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INCÊNDIO NO LIMOEIRO

INCÊNDIO NO LIMOEIRO - ‘Sobrou apenas a roupa do corpo’

28 ago 2016 às 23:22

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Paulo Monteiro
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O almoço estava prestes a ser servido, por volta das 12 horas, quando o aroma da comida foi tomado por um cheiro desconhecido: "parecido com plástico queimando. Vinha do quarto, quando cheguei lá, o fogo, que começou nos fios, já tinha atingido o colchão", relatou a aposentada Sílvia Marina da Silva, ainda desorientada após assistir a residência ser completamente destruída na última quinta-feira, em uma chácara na zona leste de Londrina, onde vivia com o marido e dois filhos.
No momento estava ela e sua filha mais velha, de 19 anos, que por pouco não se feriu gravemente. "Fiquei desesperada, meu marido tinha ido ao mercado na hora. Mas consegui avisar a minha filha e saímos as duas correndo", disse Sílvia.
O fogo consumiu totalmente a residência em questão de minutos. "Nossa casa só tinha um comodo de alvenaria, o restante era de madeira. Toda a moradia veio abaixo em pouco mais de 10 minutos", contou Sílvia. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, por causa da distância (mais de 10 quilômetros), pouco pôde ser salvo. Porém o atendimento evitou que as chamas se alastrassem pela vegetação em volta.
Tudo que havia no interior do imóvel foi destruído, aparelhos eletrônicos, geladeira, fogão, armários, camas, roupas, cobertores, alimentos. As panelas ainda estavam sobre o fogão durante a tarde. "Morávamos aqui há 14 anos. É muito triste ver o pouco que a gente tinha destruído. Mas graças a Deus ninguém se machucou gravemente. Nossas vidas foram preservadas ", tentava se consolar a jovem Ana Paula, que exibia alguns hematomas. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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MORAR DE FAVORPara "sorte" de Sílvia, a casa da sua sogra fica na mesma comunidade rural. A moradia deverá abrigar sua família até que outra residência seja reconstruída. O que ainda não tem data para ocorrer. "A gente é pobre, não tem condições de comprar tudo o que foi destruído pelo fogo e nem mesmo os materiais que serão usados para levantar a casa. Atualmente, somente o meu pai trabalha, ainda de forma autônoma, como agricultor e caseiro de chácaras", acrescenta a jovem Ana Paula Aparecida da Silva. Qualquer ajuda pode ser entregue na rua Monte das Oliveiras, 16-A, nas proximidades da Fazenda Nata, na região leste da cidade. O acesso pode ser feito pela Estrada do Limoeiro. Telefones para contato: 9946-3036 (Sílvia) e 9995-2097 (Ana Paula). (P.M.)

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