De acordo com um funcionário do Hospital Universitário, o ônibus está parado há quase dois anos no pátio do estabelecimento. O veículo, que foi entregue ao município em 2010, estaria em perfeitas condições de uso. Segundo o funcionário estadual, que não quis ter o nome divulgado, o ônibus era responsável por grande parte do sangue coletado pelo Hemocentro, uma vez que percorria diversos pontos com aglomeração de pessoas: escolas, eventos, empresas.
"Me lembro que contabilizamos aproximadamente 200 bolsas de sangue em uma única ação, realizada em uma igreja na avenida Saul Elkind, zona norte. A falta desse material coletado faz muita diferença nos dias de hoje, quando trabalhamos com um baixo estoque", relata. "A unidade móvel de coleta é importante ainda para o incentivo da doação, já que muitas pessoas não conhecem ou não conseguem chegar até o Hemocentro, que está um pouco distante do centro", observa.
MOTIVOS NÃO FALTAM
Em novembro de 2016, foi anunciada a volta da unidade móvel para a coleta externa de sangue. Porém o coordenador do hemocentro afirma que a unidade teve o trabalho externo suspenso ainda em 2015. "Na verdade, a unidade deixou de ser usada em 2015. Retornou eventualmente em 2016, inclusive com atendimento no Museu Histórico de Londrina, mas não conseguimos mantê-lo por muito tempo devido aos motivos de logística, ausência de servidores e recursos, que comprometiam as coletas", diz Trigo, ainda sem uma data para retomar o serviço.
"Não temos uma previsão para retornar com a unidade móvel. Atualmente, procuramos uma área fixa na região central para instalar um posto avançado de coleta. Trabalhamos a ideia junto às Secretarias da Saúde do Estado do Paraná e do Município", revela coordenador. (P.M.)
A entidade contabilizou números expressivos com as doações externas
‘A ideia é facilitar para o doador’, diz coordenador
Assim como disse o servidor acima, o coordenador do Hemocentro Regional de Londrina, Fausto Celso Trigo, admite que a entidade contabilizou números expressivos com as doações externas. "A coletas externas realmente atingiram números altíssimos, porém ela já estava sendo repensada", diz. "Hoje, a ideia é facilitar para o doador. Projetamos retomar o atendimento externo, porém diferente de como ocorreu no passado. Não queremos contemplar apenas grupos específicos, mas a população em geral", explica Trigo. "O ônibus é uma ferramenta importante, mas, apesar das dificuldades, sem ele conseguimos desenvolver outras formas de reforçar nosso banco de sangue", conclui.
Vale ressaltar que o Hemocentro necessita e muito da sua doação. Seu prédio é vinculado ao HU e integra o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar). Ele é referência no atendimento a portadores de coagulopatias hereditárias. Atende transfusionais da rede pública local e hospitais públicos da 17ª Regional de Saúde, além de dar suporte às unidades de coleta e transfusão de Jacarezinho e Cornélio Procópio. O atendimento ocorre na rua Cláudio Donisete Cavaliere, 156, Jardim Aruba, de segunda a sexta feira, das 13h às 18 horas, e aos sábados das 8h às 17h30. Informações pelo telefone (43) 3371-2218 e 3371-2356. (P.M.)