O arcebispo da Arquidiocese de Londrina, dom Geremias Steinmetz, recebeu na manhã de domingo (9) a imposição do pálio arquiepiscopal na Catedral. Centenas de fiéis compareceram à missa especial dedicada ao momento. O arcebispo recebeu a insígnia do núncio apostólico, dom Giovanni D’Aniello, embaixador da Santa Sé, personificação jurídica do Vaticano, no Brasil. O pálio é símbolo do serviço e da promoção da comunhão na província eclesiástica e na comunhão com a Sé Apostólica.
Dom Geremias deveria ter recebido o pálio das mãos do papa Francisco no dia 29 de junho, em Roma, mas não conseguiu chegar a tempo em razão de problemas com o voo quando estava em São Paulo. "Tínhamos marcado com o núncio para vir até aqui outra data, entretanto tivemos que desmarcar por conta de uma doença do pai dele, que mora na Itália. Agora deu certo. O pálio é um artefato que simboliza, na vida dos bispos e do povo, a questão do pastoreio", destacou o arcebispo.
O pálio, uma das insígnias dos arcebispos, é usado pelos metropolitas nas suas igrejas e na sua província eclesiástica. Consiste em uma tira de lã branca com seis cruzes negras e dois apêndices, feito pelas monjas beneditinas do mosteiro de Santa Cecília, em Roma.
Desde 2015, o papa faz apenas a entrega o pálio. A imposição é feita nas arquidioceses pelo núncio apostólico no país. Ao assumir a Arquidiocese de Londrina, dom Geremias Steinmetz passou a ser o bispo metropolitano da Província Eclesiástica de Londrina, que engloba, além da Arquidiocese de Londrina, composta por 16 cidades e 84 paróquias, as dioceses de Apucarana (Centro-Norte), Cornélio Procópio (Norte) e Jacarezinho (Norte Pioneiro). Até o século 5, o pálio era usado somente pelo pontífice, chefe supremo da Igreja Católica.
"Cada vez mais uma releitura que se faz é que a igreja tem que ir em busca das ovelhas perdidas. Estas ovelhas estão nas periferias geográficas e existenciais, sobretudo onde as pessoas sofrem muito pela ausência do evangelho. O papa Francisco nos chama muita atenção sobre a ‘alegria do evangelho’, em que nós temos que testemunhar cada vez mais que a palavra de Deus é orientação para a vida das pessoas", elencou dom Geremias. (Pedro Marconi/Grupo Folha)
EMOÇÃO
A missa contou com a participação de cerca de 30 padres da Arquidiocese de Londrina, além de outros membros da igreja local. Também estiveram presentes arcebispo e bispos de vários municípios do Estado. Para os fieis que se dirigiram até à Catedral, a cerimônia foi classificada como emocionante. "Muito linda. Deveriam ter mais missas assim para cativar as pessoas, principalmente aquelas que estão afastadas da igreja", pontuou o casal Antônio Luiz de Freitas e Claudete Carvalho de Freitas.
Segundo a aposentada Luzia da Silveira, que trabalhou mais de uma década em seminário, é importante estar junto das festividades que envolvem os líderes da igreja em Londrina."Parecia que o papa Francisco estava aqui. Mesmo de longe fisicamente, reconheci a presença dele nesta solenidade", considerou. O arcebispo de Londrina recebeu homenagens e no final foi cumprimentado pelos presentes. Na entrada do pálio, foi levado junto um ovelha. (P.M.)
AVALIAÇÃO
Dom Geremias Steinmetz completou em agosto um ano à frente da Arquidiocese de Londrina. Nomeado em junho de 2017, assumiu no lugar de dom Orlando Brandes, que foi para Aparecida (SP). Anteriormente, Steinmetz era bispo de diocese de Paranavaí (Noroeste). "Foi um ano de muito trabalho, mas também de muitas realizações. Estou contente com tudo que fiz e que indiquei para a arquidiocese. Tenho muito a agradecer a Arquidiocese de Londrina, que tem me aceitado e trabalhado comigo", avaliou dom Geremias. (P.M.)