Moradores e comerciantes do Centro de Londrina estão preocupados com o risco de acidente causado pela falta de manutenção do prédio do antigo Hotel Sahão, na esquina das avenidas São Paulo e Paraná. Segundo testemunhas, pedaços de vidro despencaram das janelas algumas vezes direto no Calçadão. Há poucos dias, um cano estourou no oitavo andar e transformou a fachada numa cachoeira.
"Por sorte não molhou ninguém, mas o problema mais grave são os vidros que esses dias quase atingiram uma senhora", contou uma comerciante, que não quis se identificar. Em julho do ano passado, o Corpo de Bombeiros interditou o trecho para a retirada de um tapume que ameaçada cair do oitavo e último andar do prédio.
O imóvel, um dos símbolos do progresso da cidade, foi inaugurado no início dos anos 1950 e está fechado desde 8 de agosto de 2002, por causa de uma disputa judicial. Os 113 apartamentos, distribuídos pelos oito andares, já hospedaram artistas famosos - como Roberto Carlos - e o ex-presidente da República, Café Filho. Hoje, os quartos são ocupados por hóspedes bem menos ilustres: ratos, pombos e morcegos.
O escrevente de cartório, Gilberto Lopes Barbosa, comentou que o prédio não lembra nem de longe a efervescência de antes. "Trabalho aqui faz 41 anos e dá pena de ver o que este hotel se tornou. Dá até medo de contrair doenças pela sujeira que está", reclamou. Outro que se recorda dos tempos de ouro do imóvel – que era chamado Hotel São Jorge - é o taxista Anésio Anderlin, 63 anos. "A gente fazia corrida toda hora. Agora, depois das 21 horas, as pessoas evitam passar aqui", lamentou.
A reportagem tentou contato com o liquidante, o advogado Nelson de Souza Galvan, mas ele não foi encontrado. (Celso Felizardo/Folha de Londrina)
"Por sorte não molhou ninguém, mas o problema mais grave são os vidros que esses dias quase atingiram uma senhora", contou uma comerciante, que não quis se identificar. Em julho do ano passado, o Corpo de Bombeiros interditou o trecho para a retirada de um tapume que ameaçada cair do oitavo e último andar do prédio.
O imóvel, um dos símbolos do progresso da cidade, foi inaugurado no início dos anos 1950 e está fechado desde 8 de agosto de 2002, por causa de uma disputa judicial. Os 113 apartamentos, distribuídos pelos oito andares, já hospedaram artistas famosos - como Roberto Carlos - e o ex-presidente da República, Café Filho. Hoje, os quartos são ocupados por hóspedes bem menos ilustres: ratos, pombos e morcegos.
O escrevente de cartório, Gilberto Lopes Barbosa, comentou que o prédio não lembra nem de longe a efervescência de antes. "Trabalho aqui faz 41 anos e dá pena de ver o que este hotel se tornou. Dá até medo de contrair doenças pela sujeira que está", reclamou. Outro que se recorda dos tempos de ouro do imóvel – que era chamado Hotel São Jorge - é o taxista Anésio Anderlin, 63 anos. "A gente fazia corrida toda hora. Agora, depois das 21 horas, as pessoas evitam passar aqui", lamentou.
A reportagem tentou contato com o liquidante, o advogado Nelson de Souza Galvan, mas ele não foi encontrado. (Celso Felizardo/Folha de Londrina)
Limpeza ‘zicada’
O gerente dos fiscais da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Luiz Campanhã Filho, informou que os proprietários foram notificados na última vistoria, feita em julho do ano passado, mas o liquidante teria entrado com recursos alegando dificuldades para fazer a limpeza e os reparos necessários, uma vez que o prédio está em sob responsabilidade da Justiça.
No início do mês, a Procuradoria Jurídica do Município encaminhou outra notificação para que os responsáveis apresentem um cronograma dos trabalhos de limpeza e reparos e o liquidante tem até quarta para apresentar a documentação. "O fato de o prédio estar em disputa judicial não exime os donos das responsabilidades de manter o imóvel em ordem. A limpeza e a vedação para impedir a entrada das aves é uma necessidade emergencial", apontou o gerente da Sema. (C.F.)
No início do mês, a Procuradoria Jurídica do Município encaminhou outra notificação para que os responsáveis apresentem um cronograma dos trabalhos de limpeza e reparos e o liquidante tem até quarta para apresentar a documentação. "O fato de o prédio estar em disputa judicial não exime os donos das responsabilidades de manter o imóvel em ordem. A limpeza e a vedação para impedir a entrada das aves é uma necessidade emergencial", apontou o gerente da Sema. (C.F.)