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COVARDIA NA ZONA NORTE

HOMICÍDIO NA ZONA NORTE - O NOME DELA ERA JESSICA

(Walkiria Vieira/NOSSODIA)
15 nov 2015 às 22:34

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Dor e indignação marcaram o fim de semana da família Silva. Dezenas de pessoas levaram solidariedade aos entes durante o velório de Jessica Furtado Silva, 22 anos. A jovem foi morta a facadas na rua Guilhermina Lahmann, conjunto Aquilles Sthengel, Zona Norte de Londrina, no sábado, por volta das 22 horas. De acordo com familiares, Jessica estava na companhia do namorado e mais duas pessoas próximas à família no carro do rapaz. "Então ele deixou essas pessoas primeiro e depois eles se desentenderam, a briga foi vista em um bar e depois ele fez o que fez com ela", contou o estudante e trabalhador da construção civil Jeferson Furtado Silva, irmão de Jéssica. "Eles namoravam fazia uns seis meses, mas já no segundo mês minha mãe não quis ele mais em casa porque era agressivo. Mesmo assim ele pulava no quintal de casa, não parava de ligar no celular dela e ela chegou a fazer um boletim de ocorrência, mas ele não aceitava o fim, até que ela cedeu e voltou. Ele era desconfiado, tinha muito ciúme e fazia ameças. Chegou a se apropriar dos documentos dela para ela não conseguir ir atrás do seguro desemprego e fazia chantagem", relatou o irmão.

Um novo trabalho a esperava

No dia em que o corpo de Jessica era velado na Igreja Pentecostal localizada na rua Manoel Canúto Gouvêia Filho, era para ela dar início a um novo rumo em sua vida. Estudante do Ensino Médio, bem no domingo seria o primeiro dia de trabalho em um restaurante. Ex-marido de Jessica, com quem ela teve a filha de sete anos, o vigilante Ederson de Souza, 27 anos, estava presente ao velório e disse que seria um dia muito importante para Jessica. "A gente não pode nem acreditar no que está acontecendo. Estou confortando principalmente minha filha. É muito difícil. O pior é saber que a principal testemunha foi prestar depoimento e na delegacia disseram para ir na segunda-feira porque não tinha escrivão", relatou. Segundo Souza, Jessica apresentava seis cortes feitos por faca, teve duas paradas cardíacas e não resistiu. Amigos da família estavam chocados com a brutalidade da morte e também revoltados. A reportagem do NOSSODIA entrou em contato com a 10ª Divisão Policial, mas não obteve esclarecimentos sobre o caso. (WV/NOSSODIA)


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