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HOMENAGEM

29 nov 2017 às 23:55

Diante de tantas homenagens, um único vaso de flores brancas, bem no centro do campo na Arena Condá, em Chapecó (SC), representava bem o sentimento de alguns torcedores que aproveitavam o intervalo do almoço para prestar homenagens nesta quarta-feira. Um ano após a tragédia com a delegação da Chapecoense, que deixou um saldo de 71 mortos após a queda do avião da LaMia, em Medellín, na Colômbia, pouca coisa parece clara aos olhos de quem acompanha os jogos de um time que sempre foi "da comunidade" e que em pouco mais de quatro décadas deixou de ser "apenas" uma equipe de Chapecó ou da região oeste de Santa Catarina para conquistar o carinho de todo o mundo.
E os números comprovam isso. A Chapecoense tem hoje cerca de 17 mil sócios contribuintes. Antes da tragédia, o número não passava de 9 mil. Estima-se que a arrecadação do clube, embora não confirmada, possa chegar a R$ 100 milhões em 2017, um aumento de 40% em relação à 2016.
Desde o acidente, o clube passou por várias mudanças administrativas, pagou seguros, salários e premiações às famílias das vítimas e também recebeu ajuda, como o pagamento de 50% dos salários de jogadores emprestados. Mas aos olhos do torcedor, seja por estratégia administrativa ou foco no resultado que garantiu o título do Campeonato Catarinense e a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, a Chapecoense parece mais fechada do que costumava ser antes da tragédia. (Luis Lopes/Agência Estado)


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