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HISTÓRIA VIVA - Memorial do LEC emociona torcedores e ex-atletas

17 dez 2017 às 21:22

Sônia Regina Rublo conviveu com vários jogadores da história do Londrina. A filha do centroavante Zui, bicampeão amador pelo LEC em 1958 e 1959 chegou ao memorial na manhã deste sábado (16) em busca de fotos e objetos do pai. O centroavante faleceu há um ano, mas a paixão pelo time alviceleste seguiu no coração da filha. "Isso está no sangue", contou após mostrar a imagem do pai junto ao time bicampeão, uma das primeiras formações do LEC fundado em abril de 1956. O neto de Zui continua em campo, mas como árbitro.
A família doou faixas, camisas e até a chuteira usada pelo jogador. Desde 1981, ela coleciona anotações de todos os jogos do Londrina Esporte Clube. Nos rascunhos constam a escalação, as substituições, o placar e outros detalhes. O momento mais marcante para a torcedora, no entanto, foi em 1980 com a conquista da Taça de Prata. "Assisti a todos os jogos do LEC em Londrina naquele campeonato", lembrou. Rublo citou ainda "gols de cabeça do Garcia que mandava beijinhos para a torcida", além do gol decisivo de Márcio Alcântara na campanha pelo título do Campeonato Paranaense de 1992.
Márcio Alcântara atuou nas categorias de base do LEC, foi vendido para o Palmeiras, jogou pelo Sport em Recife e retornou ao time alviceleste em 1992. Ao olhar o troféu do Campeonato Paranaense em uma das salas do Memorial do LEC, o jogador se emocionou e relembrou a conquista. "O primeiro jogo da final acabou empatado. No segundo, a gente estava perdendo de 2x0, conseguiu empatar e levar a decisão para o terceiro jogo. Eu fiz o gol desse empate aos 40 e tantos minutos do 2º tempo. Foi muito emocionante", contou.
Pouca gente presenciou o gol de cabeça do zagueiro. Ele conta que a maioria dos torcedores deixou o estádio antes do final da partida, já desacreditados e conformados com a força do rival União Bandeirante. "Muita gente só comemorou depois quando viu na televisão. Essa ideia de construir o memorial é sensacional. Revi fotos de amigos que contribuíram muito para o time", elogiou Alcântara. (Viviani Costa/Grupo Folha)

NOVO CAPÍTULO
A inauguração do Memorial do LEC no último sábado contou com a presença de ex-jogadores, torcedores, ex-presidentes do time e integrantes do Londrina que participaram de uma grande festa durante todo o dia no estádio VGD. As salas do museu reúnem troféus, fotografias, faixas, camisas e objetos que rememoram os 61 anos do clube. A intenção é ampliar ainda mais o acervo com a colaboração dos torcedores. "É um novo capítulo que começa a ser contado na história do time. Espero que essa história se mantenha viva com a organização desse espaço", destacou o presidente do Londrina, Claudio Canuto.
O memorial leva o nome do "guardião do VGD", Edson Henrique dos Santos, funcionário que atua há mais de 30 anos no clube. Nesse período, Santos comemorou as conquistas do time, mas também se desdobrou para conservar o estádio e ajudar os jogadores. "O futebol, se não tiver dinheiro é complicado. Já faltou de tudo aqui, até comida. Já tirei muito do bolso para ajudar os meninos. Já contei com a ajuda de dono de mercado e de padaria para ajudar o time. É bom ver a transformação do time nos últimos anos com o sucesso no campo e as contas em dia", afirmou. (V.C.)


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