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História mal contada - Polícia tem 10 dias para concluir inquérito de morte de mulher

27 jun 2018 às 20:31

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A delegada Geanne Aparecida dos Santos, da Delegacia da Mulher de Londrina, tem a semana que vem para encerrar a investigação da morte de Olga Aparecida dos Santos, 51, na tarde do último domingo (24) em um prédio da rua Mato Grosso, área central da cidade. O prazo de 10 dias começou a correr a partir da data de instauração oficial do inquérito, o que aconteceu na segunda-feira. Os quatro suspeitos do crime foram soltos após audiência de custódia na VEP (Vara de Execuções Penais). O esposo da vítima, Luiz Garcia, é o único que vai usar tornozeleira eletrônica. A juíza Márcia Guimarães Marques, que coordenou a sessão, indeferiu o pedido de prisão preventiva por entender que o idoso deveria ficar em casa pelos problemas de saúde e uso de medicamentos.
A delegada explicou que considera o caso como feminícidio (morte intencional das pessoas do sexo feminino). Os quatro também serão investigados por possível fraude processual. Uma bucha e outros materiais de limpeza foram utilizados para encobertar supostamente marcas de sangue dentro da residência. O advogado Marcelo Gaya, que defende a família, alegou que dona Olga tinha se submetido a uma cirurgia bariátrica nos últimos dias e que os ferimentos encontrados em seu abdômen eram referentes ao procedimento médico.
No termo da audiência, o Ministério Público e a juíza Márcia Marques alegaram que "tal quadro será devidamente melhor esclarecido em momento oportuno". De acordo com a Delegacia da Mulher, Londrina teve dez casos de feminicídio confirmados nos últimos três anos. Os números são relativos às mortes com os autores confirmados. Foram três casos em 2015, dois em 2016 e dois no ano passado. No sexto mês de 2018, o município já confirmou três casos de feminicídio. No entanto, nem todas agressões à mulher são apuradas pela Delegacia da Mulher. Casos de tentativas e mortes sem a comprovação do autor do crime são atendidos pela Delegacia de Homicídios. (Rafael Machado, com informações das repórteres Micaela Orikasa e Isabela Fleischmann/Grupo Folha)
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