Ponto de lazer de muitos amantes da pesca, o Lago Igapó está mais para a contemplação do representante comercial José Almeida, 44 anos. Embora lide com pesca desde os seis anos, são águas mais profundas que tiram Almeida de casa. "Participo de competições de pesca esportiva por vários estados e nesse dia fui testar alguns equipamentos que passaram por revisão. Quando usei uma isca de meia água, o peixe acabou entrando nela." A surpresa maior ainda estava por vir: "Era um tucunaré dourado, de 50cm, tamanho fora do comum mesmo", sustenta. "Sabemos que há tucunarés soltos frequentemente e acabam introduzidos dessa forma, mas não desse tamanho", argumenta. Depois de fotos, vídeos e da medição, o tucunaré dourado foi solto por Almeida. "Sabemos que em represas como na região é muito difícil encontrar peixes assim e o tamanho máximo é de 60cm - esse é o recorde. De cara eu já sabia que estava diante de algo fora do normal. Tanto é que veio gente em volta querendo tirar foto com o peixe e filmando. Que bom que filmaram, ficou comprovado que não é história de pescador", diverte-se.
Professor explica
De acordo com Fernando Jerep, professor do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o tamanho do tucunaré encontrado no Lago Igapó é de fato surpreendente, mas não a sua presença. "Trata-se de uma espécie nativa da Bacia Amazônica e foi introduzida em reservatórios como do Rio Tibagi e Paranapanema causando grande impacto na fauna dos peixes nativos." Jerep explica ainda que o tucunaré é um peixe exótico que possui vantagens em relação a outros peixes, porque aqui não encontra competidores e este prevalece sobre outras espécies, que acabam eliminadas. O professor esclarece que o exemplar encontrado é certamente fruto de uma soltura. "É um predador e dourado em questão é uma variedade do tucunaré. Ele se alimenta de peixes de pequeno porte e por isso é chamado de piscívoro, uma espécie carnívora." Outros peixes exóticos que também são encontrados em grandes quantidades no Igapó são as tilápias, os guppies, espadinhas e, ocasionalmente, o cascudo abacaxi. Todos introduzidos pelo homem. Já os barrigudinhos, espécies de lambaris, acarás e cascudos são nativos. (W.V.)
De acordo com Fernando Jerep, professor do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o tamanho do tucunaré encontrado no Lago Igapó é de fato surpreendente, mas não a sua presença. "Trata-se de uma espécie nativa da Bacia Amazônica e foi introduzida em reservatórios como do Rio Tibagi e Paranapanema causando grande impacto na fauna dos peixes nativos." Jerep explica ainda que o tucunaré é um peixe exótico que possui vantagens em relação a outros peixes, porque aqui não encontra competidores e este prevalece sobre outras espécies, que acabam eliminadas. O professor esclarece que o exemplar encontrado é certamente fruto de uma soltura. "É um predador e dourado em questão é uma variedade do tucunaré. Ele se alimenta de peixes de pequeno porte e por isso é chamado de piscívoro, uma espécie carnívora." Outros peixes exóticos que também são encontrados em grandes quantidades no Igapó são as tilápias, os guppies, espadinhas e, ocasionalmente, o cascudo abacaxi. Todos introduzidos pelo homem. Já os barrigudinhos, espécies de lambaris, acarás e cascudos são nativos. (W.V.)