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Herança de família

23 jun 2014 às 08:54
A feirante Ivone Zucoloto tem 54 anos de idade. Cinquentinha só de feira. O pai era feirante e a menina passava horas e horas dentro do caixote de madeira enquanto o pai ganhava o pão de cada dia. Até hoje, a feira é o seu lugar favorito e não troca esse serviço por nada. Concorrida que é, para roubar um pouco de sua atenção é preciso persistência. O vai-e-vem da freguesia não tem fim e quem precisa tem ajuda da feirante para escolher o tomate certo que vai virar molho.
Foi na feira também que Ivone encontrou o amor de sua vida: Gilmar Antônio, 58 anos. A união que passa dos 36 anos começou no cenário colorido e amadureceu. "Onde tá um, tá outro e assim como meu pai, também criei meus filhos e netos graças à feira", diz Ivone.
Antes das três horas da manhã, ela já está de pé. Por isso, antes das dez da noite, já está na cama . O sono de cinco horas serve de preparo para o dia seguinte – de muita luta - à frente da banca 43.
As ferramentas de trabalho são balança, calculadora, papel e caneta E a maioria das contas ela faz de cabeça. É graças à experiência também que a feirante volta para casa com pouca sobra. "É trabalhoso do começo ao fim e quem pensa que é fácil, tá enganado. Mas para mim, que gosto, o dia passa voando", valoriza. Em dia com a preferência do consumidor, ela conta o que faz para conquistar a freguesia. "É tudo na prática: tem que ter preço e qualidade". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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