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Há vagas - Feira reúne quem procura e quem oferece emprego

20 jun 2018 às 21:34

A 5ª edição da Feira de Empregabilidade da Unopar reuniu empresas de Recursos Humanos interessadas em divulgar suas vagas, além de Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Sine (Sistema Nacional de Empregos) e 14 empresas com ofertas diretas para recolocação profissional. Do outro lado, dezenas de candidatos que formam um verdadeiro banco de talentos.
De acordo com o diretor da Unopar, Carlos Henrique Vici, além da possibilidade de arrumar um emprego, as pessoas que se inscreveram e participaram da feira puderam receber orientação vocacional e nossos de empreendedorismo.
Vici considera que a redução no quadro de vagas abertas neste ano é uma realidade a ser superada. "Da oferta de 700, passamos a 300, então nosso objetivo é dar opção de a pessoa ter autonomia, ou por meio do emprego ou abrindo o seu próprio negócio." O candidato que estiver disposto a ser patrão, pode apresentar sua ideia e buscar crédito com todas as orientações. "É um planejamento a curto, médio e longo prazo, que leva em consideração a localização do negócio, o que será ofertado e a aderência com o mercado, entre outros fatores."
Independentemente da área de atuação, Vici alerta sobre a importância da capacitação. "O mercado está cada vez mais exigente e todo profissional precisa ter inovação digital. Por exemplo, um administrador precisa saber usar o Excel e outras interfaces, além de ser um excelente administrador. As empresas cada vez mais querem pessoas que pensem digitalmente, pois o mercado está passando por inovação e quem não adere corre o risco de ficar de fora." O relacionamento interpessoal, a inteligência emocional, segundo Vici, estão no pacote de cobranças. "Precisa ser multi inteligente".

Faltam profissionais para algumas áreas
Um dos parceiros do evento, Regis Percevallis, da FTI Tecnologia, especializada no desenvolvimento de software e capacitação, atua há 13 anos no mercado de Londrina com a formação de pessoas e projetos. Ele ofereceu durante a feira 30 vagas para programadores. "Não conseguimos nenhum profissional e esse resultado pode fazer com que Londrina afaste empresas desta área pela falta de gente para trabalhar", lamenta. Segundo Percevallis, o salário médio de um programador é de R$ 2.200 e não é necessário nível superior. "Vemos tanta gente desempregada e ver vagas sobrando pela falta de formação é muito triste." O perfil do programador é de uma pessoa concentrada, disciplinada e criativa. "Um curso técnico de quatro meses coloca a pessoa no mercado". (W.V.)

Viver no "aperto" é um dos desafios do desempregado
Uma casinha à frente de quem não se mexe, os participantes da 5ª edição da Feira de Empregabilidade renovam as esperanças diante de eventos assim. O estudante de Biblioteconomia Carlos Alberto, 48 anos, está há seis meses sem trabalho remunerado. Morador do jardim Abussafe, tem experiência como auxiliar de cobrança e porteiro. "Eu fiquei sabendo porque estou em um grupo no WhatsApp de pessoas que estão procurando emprego". Telemarketing, atendente ou negociador interessam ao trabalhador. "Minha mulher trabalha, vivemos apertado, mas vai". Ficar em casa é ruim, segundo Alberto. "A cabeça não para. A gente fica pensando, pensando e pelo menos a faculdade me ocupa a mente". De olho na vaga de atendente de farmácia, Ana Paula Lisboa, 26 anos, tem fé na oportunidade e busca independência financeira. "Já trabalhei na área, mas desde março do ano passado estou parada. Quero fazer faculdade, mas para isso preciso ter renda", diz a moradora do jardim São Francisco, em Cambé. A costureira Norma Zambian Damas, 70 anos, acompanha a jornada da neta de 25 à procura de trabalho. "Já trabalhou em vários lugares, manda currículo pra todo lado, é formada em Logística e vejo que as amigas da faixa etária dela estão na mesma situação", observa. "Parece que na minha época não era tão difícil assim." (W.V.)


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