Para combater o zika vírus, a chikungunya e a dengue, o secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, destacou a necessidade da população eliminar os criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Atualmente o índice de infestação predial em Londrina é de 8%, quando o tolerável pela Organização Mundial de Saúde é 1%. "Nós teremos um exército de 315 agentes comunitários de saúde e de 370 agentes de endemias que, somados aos coordenadores e supervisores, totalizam quase 700 pessoas. No entanto, mesmo com esse contingente, podemos voltar ao mesmo imóvel somente uma vez por mês e precisamos que essa inspeção seja realizada continuamente, pelo menos a cada duas semanas. Para isso, precisamos da colaboração das pessoas para eliminar os criadouros", afirmou.
O secretário ressaltou que a pasta criou um plano de contingência para combater o problema sem que haja a necessidade de estocar soro sem necessidade. "Se esse vírus se espalhar e aumentar a demanda de atendimento nas unidades de saúde, teremos de mudar a relação com os hospitais e mudar o atendimento nas unidades de pronto atendimento. Nesse caso, teremos de lançar mão de várias medidas para combater a doença", declarou Martin. Ele apontou que, do dia 1º ao dia 28 deste mês, foram feitas 983 notificações de suspeitas de dengue. Desse total, 96 casos foram confirmados. Foram descartados 50 casos e outros 836 estão sob investigação. No ano passado, 2.968 casos de dengue foram confirmados. Já sobre os casos de chikungunya foram registradas 4 notificações no município. Ao todo, foram registradas e atendidas 2.247 denúncias de focos do mosquito pelo telefone 0800 400 1893 e pelo número 153, da Defesa Civil. Em 2015 foram realizadas 721.220 vistorias de imóveis e 5.280 pesquisas e tratamentos quinzenais em pontos estratégicos (borracharias, ferros velhos, reciclagens).
O secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, confirmou o primeiro caso de zika vírus em Londrina. O infectado pelo zika vírus é um idoso, de 68 anos, que mora na região central de Londrina. Ele já está em tratamento. "Pelo histórico do paciente, pelo período de incubação e a manifestação dos sintomas, foi um caso autóctone, porque o paciente não esteve fora de Londrina. Isso significa que o vírus já está circulando dentro da cidade e isso é o que mais preocupa", alertou.
O caso foi confirmado após a realização de um exame em um laboratório particular de Londrina que é cadastrado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). O paciente sentiu os sintomas, procurou um infectologista e fez o teste para verificar a suspeita de dengue. Como o resultado foi negativo, ele realizou o teste para o zika vírus e este confirmou a contaminação. O município enviou o material coletado do paciente para a realização de uma contraprova no Lacen, em Curitiba, e o resultado do novo exame deve sair em 30 dias.
Segundo a 17ª Regional de Saúde do Paraná, até agora foram confirmados seis casos de zika em todo Estado. O caso confirmado em Londrina é o primeiro da regional. Os demais foram diagnosticados na região sul do Paraná. (V.O.)