Na batalha contra as delícias engordativas, uma nova arma de combate deverá ser apresentada aos deputados paranaenses nos próximos dias: o aumento de impostos sobre alimentos gordurosos e, claro, muito calóricos; e a adoção de taxas menores para alimentos mais saudáveis, como frutas e verduras. A proposta, que já foi adotado em alguns países, é do professor e cirurgião paranaense Caetano Marchesini, membro da Federação Internacional de Cirurgia para Obesidade.
"É necessário que o nosso país e os estados promovam uma reforma tributária sobre os alimentos calóricos para que possamos conter esta verdadeira epidemia que está se tornando a obesidade no Brasil", alertou Marchesini. Segundo ele, o crescimento da obesidade entre as classes mais baixas se deve a dificuldade de acesso das famílias aos alimentos mais saudáveis como frutas e verduras. "O grande problema é que alimentos com baixo valor calórico precisam ser consumidos com maior frequência e em maior quantidade para saciar as pessoas e fazer com que elas percam peso. Os impostos recolhidos a mais poderiam além de contribuir para a queda de preço de alimentos saudáveis, financiar campanhas educativas nas escolas", completou o médico.
Segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos, o aumento de 10% nos preços dos alimentos mais calóricos (com muito açúcar e gordura) poderia diminuir de 8% a 9% a gordura corporal entre os mais jovens. A medida poderia ter impacto importante no Brasil, por exemplo, onde a população está mudando a dieta baseada em alimentos mais básicos (arroz e feijão) para outra com mais alimentos industrializados e muito mais engordativos. "Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, e açúcar e óleo. Estes vêm particularmente sob a forma de fast-food, refrigerantes", diz Marchesini. (Redação Bonde)
"É necessário que o nosso país e os estados promovam uma reforma tributária sobre os alimentos calóricos para que possamos conter esta verdadeira epidemia que está se tornando a obesidade no Brasil", alertou Marchesini. Segundo ele, o crescimento da obesidade entre as classes mais baixas se deve a dificuldade de acesso das famílias aos alimentos mais saudáveis como frutas e verduras. "O grande problema é que alimentos com baixo valor calórico precisam ser consumidos com maior frequência e em maior quantidade para saciar as pessoas e fazer com que elas percam peso. Os impostos recolhidos a mais poderiam além de contribuir para a queda de preço de alimentos saudáveis, financiar campanhas educativas nas escolas", completou o médico.
Segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos, o aumento de 10% nos preços dos alimentos mais calóricos (com muito açúcar e gordura) poderia diminuir de 8% a 9% a gordura corporal entre os mais jovens. A medida poderia ter impacto importante no Brasil, por exemplo, onde a população está mudando a dieta baseada em alimentos mais básicos (arroz e feijão) para outra com mais alimentos industrializados e muito mais engordativos. "Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, e açúcar e óleo. Estes vêm particularmente sob a forma de fast-food, refrigerantes", diz Marchesini. (Redação Bonde)