O "dono" da Fórmula 1 nos dois últimos anos continua com uma lacuna na carreira: ganhar no Brasil. A bandeira do País no boné, as frases decoradas em português e a idolatria por Ayrton Senna não foram suficientes para o inglês Lewis Hamilton evitar o segundo lugar e a vitória do companheiro de Mercedes. O alemão Nico Rosberg liderou no domingo do começo ao fim o GP do Brasil e venceu a sua segunda prova consecutiva.
Os brasileiros tiveram um dia para esquecer: Felipe Massa, além de receber a bandeirada apenas em oitavo, foi desclassificado por irregularidades na pressão dos pneus de sua Williams, e Felipe Nasr, estreante em Interlagos, foi apenas o 13°.
Com o campeonato decidido, restava somente saber quem ficaria com o vice-campeonato. Rosberg dominou o fim de semana e confirmou a segunda posição na temporada ao deixar para trás o também alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, que foi o terceiro em Interlagos.
A corrida, disputada sob forte calor, começou com sol e terminou com céu nublado. Somente a chuva poderia mudar a ordem de forças e provocar surpresas no resultado, mas como ela não veio, os quatro primeiros lugares do grid mantiveram as posições até o fim. "Foi uma corrida monótona", definiu Lewis Hamilton.
A disputa por posições ficou restrita ao pelotão intermediário, o que deixou morna a prova, que teve duração de 1 hora e 31 minutos. O líder administrou a aproximação do inglês e manteve no mínimo um segundo de vantagem durante a maior parte do tempo. Nem mesmo a volta mais rápida da prova, marcada por Hamilton perto do fim, mudou o panorama. O domínio de Rosberg permitiu ainda colocar pelo menos uma volta nos concorrentes que chegaram de quinto em diante.