Mesmo devidamente identificado, o corpo do idoso Albari Bernardi, 69 anos, foi ignorado pelos familiares no IML de Londrina (Instituto Médico Legal). Além dele, o corpo de João Augusto Lopes, 63, após várias semanas, também não foi retirado do necrotério do IML da cidade. O destino de ambos deve ser um centro universitário da região, onde serão usados para estudos.
O senhor Albari foi encontrado sem vida em frente à igreja matriz de Cambé, no dia 25 de março. O corpo foi identificado após exames de datiloscopia. Ele era natural de Jaguapitã, região Norte do Paraná. De acordo com a diretora do IML de Londrina, Cristiane Ferreira de Souza, a família foi informada sobre o corpo, porém não demonstrou interesse em retirá-lo. Albari era viúvo e havia se afastado dos parentes há alguns anos e passou a perambular por Cambé.
Já o caso do senhor João Augusto Lopes é um pouco mais complexo. Ainda não foi possível descobrir a sua cidade de origem. Ele foi encontrado vivo em uma rua de Cambé, mas morreu no dia 4 de março no hospital do município. Lopes morava em uma casa abrigo na mesma cidade.
Ambos os corpos não possuíam marcas de violência. A causa de cada óbito foi divulgada como natural.
Segundo a diretora do IML de Londrina, o prazo para a retirada dos corpos é de 30 dias. Caso não ocorra, podem ser entregues para a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) para estudos. A outra possibilidade é que sejam enterrados no Cemitério Municipal de Cambé.