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Falta de educação

Furtos em escola são cada vez mais comuns

Edson Neves/NOSSODIA
29 ago 2018 às 20:02

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Edson Neves
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Furtos e roubos viraram rotina para centros de educação em Londrina. Vira e mexe algum colégio público é visitado pelos bandidos, que fazem a limpa em equipamentos e mantimentos e deixam um rastro de vandalismo e prejuízos por onde passam. A última escola vítima da bandidagem em Londrina foi a Escola Estadual do Jardim Eldorado, na zona leste. Na madrugada do dia 21 passado, ladrões invadiram o local pela quinta vez este ano. Isso mesmo, cinco vezes a escola foi assaltada somente em 2018.
"O primeiro furto aconteceu no dia 12 de janeiro. Depois, em 15 dias, sofremos com mais três. A gente acredita que aproveitaram por ser período de férias", contou a diretora da escola, Luciene Amorim Gomes. Entre o que foi roubado, tem de tudo um pouco: material esportivo, lâmpadas de emergência, ventiladores e até um extrator de frutas. Isso sem falar das janelas e portas quebradas.
No período entre abril e maio, a Escola Municipal Eugênio Brugin, no Conjunto São Lourenço, zona sul, sofreu furtos pelo menos três vezes. Objetos de informática e ferramentas foram levados do local, além de quantia em dinheiro. Já no mês de junho, foi a vez da Escola Municipal Maria Vicentini Theodoro, no jardim Califórnia, zona leste, ser invadida por bandidos, que furtaram torneiras e itens de cozinha.
O delegado operacional da 10ª SDP, João Batista dos Reis, informou que esse tipo de ocorrência geralmente é cometido por bandidos que moram nos arredores. "Nós observamos que os autores dos crimes moram próximos às escolas e conhecem a rotina do local. Cada escola tem uma situação pontual. Não existe uma quadrilha especializada. Depende do que é roubado, podendo ser um usuário de drogas ou um ladrão comum, por exemplo. Sobre esse caso em específico (Jardim Eldorado), o inquérito está em andamento e estamos na busca de identificar o autor", resumiu. Além disso, o delegado pede a ajuda da população no disque 197. "A denúncia não serve para condenar ninguém, mas é importante para que possamos checar informações e poder agir em cima disso. Em paralelo, vamos trabalhando em outras ferramentas", concluiu Reis. (Edson Neves/NOSSODIA)


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