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FORTES EMOÇoES - Chuva põe fogo nas 500 Milhas

Reportagem Local
30 nov 2015 às 10:18

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Vanderley Soares/Divulgação
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Pela quinta vez em 24 anos ininterruptos de edição não foram completadas as 500 milhas na prova automobilística mais tradicional do calendário londrinense. Disputada no último sábado no Autódromo Ayrton Senna, as 500 Milhas de Londrina foram encerradas pelo tempo limite de 7 horas de duração. Com a chuva persistente em todo o dia, a prova foi marcada por várias intervenções do Safety Car e uma batida violenta na reta (veja box). A vitória ficou com o MRX nº 65 da equipe sul-matogrossense NC Racing, de Nilson Cintra, José Roberto Ribeiro, pai e filho, campeões pela segunda vez em Londrina. A equipe assumiu a liderança na volta 229, com José Roberto Ribeiro pilotando. Eles ficaram apenas 3s010 à frente dos vice-líderes da MC Tubarão, os gaúchos Tiel Andrade e Paulo Souza. O trio formado por Sergio Pistili, Valter Pinheiro e Alberto Pezzetti terminou na terceira colocação.
Nilson Cintra e José Roberto Ribeiro, de Campo Grande, não escondiam a emoção de vencer novamente em Londrina após as dificuldades enfrentadas na pista e com a intensa disputa no cronômetro nos minutos finais. "Dessa vez foi muito difícil, valeu muito essa vitória", enalteceu Cintra. Estreante nas 500 Milhas, a equipe gaúcha MC Tubarão também era só felicidade pela conquista do segundo lugar. "Tentamos uma estratégia diferente, pois imaginávamos que eles também parariam mais uma vez, o que não aconteceu. Mesmo assim foi um grande resultado e estamos muito satisfeitos", comentou Tiel Andrade. "Em 2016, com certeza estaremos aqui novamente na briga pela vitória", finalizou Né Andrade, chefe da equipe vice-campeã. A próxima edição das 500 Milhas de Londrina em 2016 comemorará os 25 anos ininterruptos da prova, quando uma grande festa já está sendo organizada com a presença de carros, itens e personalidades históricas da prova e da cidade, segundo informou a assessoria de imprensa da competição.

Piloto quebra o fêmur após bater na reta
O grande susto da prova aconteceu na 30ª volta, quando Carlos Ortolani a bordo do protótipo n° 77 da equipe Minipa Racing realizou ultrapassagem sob o Puma-Audi de João Weiller, tocando no carro n° 107 e rodando violentamente na reta, batendo contra o muro dos boxes. O piloto logo indicou que estava consciente, mas com muita dor e sem conseguir sair do carro. A equipe médica e de resgate trabalhou para retirar o piloto do carro e o primeiro atendimento foi realizado, constatando fratura no fêmur esquerdo do piloto, que foi removido para o Hospital do Coração de Londrina. Após a limpeza da pista ser realizada, a bandeira quadriculada foi acionada apenas na 41ª volta. Devido à chuva o carro de segurança precisou entrar na pista por diversas vezes.


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