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Fora do Ponto - Embarque com segurança

12 jan 2017 às 08:25
Realizar o embarque e o desembarque dos ônibus de transporte coletivo parece ser uma ação simples. Porém, para os deficientes e idosos nem sempre os pontos ficam próximos dos locais de destino, fazendo com que eles tenham dificuldades extras até chegar. Em relação às mulheres, muitas vezes, o ponto não fica em um local seguro. Com o objetivo de facilitar a vida desses usuários, começou a vigorar neste ano em Londrina uma lei que permite que os motoristas parem fora das áreas de embarque. A regra vale para qualquer hora do dia para os deficientes físicos e das 23 às 5 horas para o público feminino e terceira idade.
Além de parar longe do local de destino, os deficientes também têm outros desafios: os pontos muitas vezes ficam em locais com aclive e não raramente as calçadas são inadequadas e dificultam a mobilidade. É o que ocorre com o protético Rogério de Lima, de 41 anos. "Para chegar em casa tenho que enfrentar uma subida que força o braço, já que uso muletas. Tenho que forçar e dói muito", relata. Além das muletas, Lima também usa um aparelho ortopédico. "Uma vez estourou esse aparelho e eu não tinha como andar. A sorte é que encontrei um amigo que me ajudou e chamou minha irmã", lembra.
Lima ressalta que nem sempre recebe ajuda dos motoristas e cobradores. "Alguns são solidários, mas o preconceito ainda é grande", desabafa. "Com essa lei vai ser bem melhor para mim. Posso economizar até 10 minutos nesse trajeto", calcula.
Para quem é idoso, a mobilidade é prejudicada devido ao enfraquecimento dos músculos. A dona de casa Lúcia de Oliveira, de 85, confirma que a terceira idade sofre para embarcar e desembarcar. "Acontecem acidentes com idosos durante o embarque e o desembarque." Ela acredita que a nova lei dará mais segurança aos idosos. "Conheço muitas pessoas que já passaram por situações de risco depois de desembarcarem dos ônibus. A gente vê no noticiário também que isso é bastante frequente", observa.
A vendedora Cássia Cristina da Silva Vicente, de 22 anos, diz que nunca passou por situações perigosas, mas que uma amiga já foi perseguida por um homem ao desembarcar. "Ela teve de sair correndo e acabou entrando na casa de um desconhecido para fugir da pessoa", relata. "Achei a lei interessante, pois tem muita gente que precisa trabalhar ou estudar à noite e passa por esse tipo de situação", destaca.

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