Ao abrir alas para o Carnaval 2017, os idosos que frequentam os Centros de Convivência do Idoso provaram ter mais que experiência. Faz tempo que Maria das Graças Martins, 65 anos, deu um chega pra lá no sedentarismo. Ela admite que é fã de Carnaval e as recordações servem para embalar ainda mais seu jogo de cintura. Moradora do Jardim Antares, já sabia que uma festa está programada para a unidade do Centro de Convivência que fica mais pertinho de sua casa, o leste, mas não quis perder a primeira delas, no oeste, no Jardim Bandeirantes. "Ah, eu vou nos dois". Com pique de sobra, percorreu todo o espaço e, com muito riso e muita alegria, esbanjou simpatia e conhecimento de todas as letras que marcaram época e gerações. Rosa Maria Galindo, 65 anos, considera que a interação tenha efeito terapêutico. "É um evento maravilhoso." Com um vestido de estampa colorida, disse: "Tem que entrar no clima de alegria e tudo isso faz bem para a autoestima". Mineira de Bom Jesus do Galho Alto, a preferida "Mamãe eu quero", logo virou coro e fez a alegria dos presentes com direto a coreografia. "Já são vários carnavais e eu que gosto de fazer amizades e dançar. Não poderia perder, mesmo", enfatiza. O aposentado José Souza Godoi também admite que é folião das antigas e o encontro faz bem. "Trabalhei como taxista e depois tive um comércio. A música sempre deixou o ambiente mais agradável." Morador do Jardim Interlagos, apostou em um calçado confortável para literalmente cair na folia. Sob efeito das altas temperaturas, os idosos repetiram "Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô, Mas que calor, ô ô ô ô ô ô" sem tirar o sorriso dos lábios. Com o apoio de uma bengala, a aposentada Aurea Monteiro, 76, aproveita tudo o que o idoso tem direito e confirma: "A bengala não atrapalha em nada", resume em sua paradinha especial para o NOSSODIA.
Clima de festa começou bem antes
Durante oficina de confecção de máscaras e enfeites de Carnaval, os idosos participaram de toda a produção da decoração do salão onde foi realizado o encontro. De acordo com a diretora de Defesa dos Direitos do Idoso, Ana Karina Anduchuka, além de trabalharem a parte cognitiva, exercitaram a coordenação fina, a transmissão de conhecimentos e a socialização. "Foi feito também um resgate histórico sobre as lembranças deles sobre o Carnaval", explicou.
Durante oficina de confecção de máscaras e enfeites de Carnaval, os idosos participaram de toda a produção da decoração do salão onde foi realizado o encontro. De acordo com a diretora de Defesa dos Direitos do Idoso, Ana Karina Anduchuka, além de trabalharem a parte cognitiva, exercitaram a coordenação fina, a transmissão de conhecimentos e a socialização. "Foi feito também um resgate histórico sobre as lembranças deles sobre o Carnaval", explicou.
Ano promete muitas atividades para idosos
No que depender do calendário de atividades dos centros de convivência, os idosos terão muito o que fazer. Anduchuka destaca oficinas, palestras e a atividade física oferecida pelas unidades. "Para esse ano, o objetivo é que os projetos aumentem e sejam inovadores. Graças a novas parcerias, muitas novidades no que diz respeito a lazer e cultura, conforme prevê o estatuto, estão por vir".
Serviço: No dia 23, a tarde festiva será no Centro de Convivência da região Leste,
a partir das 14h. O CCI Leste fica na rua Gabriel Matokanovic, 260, Jardim da Luz.
Fone: (43) 3375-0307.