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Anti-Pombos

Foguetórios no Bosque dividem opiniões de moradores

Redação Nosso Dia
03 jun 2018 às 18:56

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Anderson Coelho/Grupo Folha
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Cansados de conviver com a sujeira e com os transtornos causados pelos pombos no Bosque, alguns moradores da região central de Londrina resolveram fazer justiça com as próprias mãos. Diariamente, rojões são disparados em meio às árvores para forçar os pássaros a procurar outro lugar para se abrigar. O problema é que o barulho tem tirado o sossego de quem mora na região, principalmente idosos, que são grande número no centro.


Carlos Moreira, 51, contou que mora com os pais idosos e que, na tarde deste domingo, ficou bastante irritado com os estampidos. "Meus pais já são bem de idade. Uma barulheira dessa na janela de casa é até perigoso. Se eu já levei um susto grande, imagine eles", reclama. Outra moradora que não aguenta mais "as bombas", como se refere aos fogos, é Olívia Ferreira, 62. "É um absurdo. Esses dias estava sendo servido sopão aqui no Bosque e soltaram esses fogos. Foi uma sujeirada só. É preciso encontrar outro jeito para resolver o problema porque, assim, vai acabar matando alguém ainda, sem falar dos pobres dos animais", expõe.

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O motorista Luís Alberto Dias disse não ter uma opinião formada, mas segundo ele, algo tem que ser feito. "Se o povo está soltando foguete é porque não aguenta mais. É preciso parar de tomar solução mirabolante e fazer coisas práticas, que dão resultado. O que não dá pra ficar é essa nojeira colocando a saúde de todos em risco", revolta-se. Nos últimos anos, as administrações municipais já tentaram resolver o problema com holofotes, repelentes eletromagnéticos e poda das árvores.

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Em recente entrevista à Folha de Londrina, a então secretaria do Ambiente em Londrina, Roberta Silveira Queiroz, que assumiu a assessoria de Assuntos Estratégicos, reconheceu que as diversas tentativas não tiveram o resultado esperado. "É uma questão de política a longo prazo, com recuperação florestal no entorno da cidade de forma a atrair predadores naturais. Cheguemos a pensar em abate, mas as pombas são aves migratórias e logo haveria outras no local", pontuou.


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