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Flores e velas - Comércio segue tradição de Finados

31 out 2016 às 09:25


O casal Micheli Chiquetti e Rodrigo aposta no comércio de flores

A estimativa da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) é de que mais de 150 mil pessoas visitem os 13 cemitérios municipais durante o feriado de Finados, dia 2 de novembro. E muitos visitantes preservam o hábito de manter os túmulos limpos e os enfeitarem com flores. É o caso de Elena Silvia Louro, 48 anos. Na companhia dos filhos, cada um com um balde, ainda compra flores para os pais que estão enterrados no Cemitério São Pedro, Centro. "Desde criança acompanhava a minha família. Para mim, é uma data especial e, apesar de me lembrar deles todos os dias, esse é um dia diferente, especial. As flores simbolizam beleza, harmonia e foi o que vivemos ao lado deles durante a convivência", afirma. Já a vendedora Jéssica Carolina Raganhan Capra, 28 anos, diz que está fora da contagem de visitas da Acesf. "Eu não gosto de ir ao cemitério. Há um ano e meio enterrei minhas filhas gêmeas que nasceram prematuras, já não era de frequentar e não voltei mais lá. Para mim e minha família, ir ao cemitério é estender o sofrimento e acredito que temos que agradar e amar as pessoas enquanto vivas", argumenta.
Para os que já se foram ou para os que ainda estão entre nós, a comerciante Micheli Chiquetti, 38 anos, investe nas flores e aposta nas vendas nesse período. Ela e o marido Rodrigo possuem experiências em vendas de roupas, eletrodomésticos e cosméticos e, recém-chegados em Londrina, iniciaram o negócio. Crisântemos, margaridas e mini margaridas chamam a atenção de quem passa pela na Avenida Rio de Janeiro, Centro – a pé ou de carro. "Vi uma senhora admirada dizendo que já estão vendendo flores nas ruas por causa de Finados. Nossa expectativa é vender agora, depois e que o negócio prospere." Chiquetti explica que optou por flores replantáveis, de fácil cuidado e de valor acessível. Para os que já se adiantaram e para os que ainda vão comprar flores, anuncia: "A partir de R$ 10 é possível fazer uma homenagem bem bonita".

Velas também aquecem o mercado do Finados
A operadora de caixa Caroline Serrano, 19 anos, confirma o aumento da procura de velas nesse período. No minimercado localizado na Avenida Saul Elkind, zona norte de Londrina, a procura é diferenciada principalmente nos dias que antecedem o 2 de novembro. "Compramos mais que o habitual e como estamos a um quilômetro do Cemitério da Saudade, é uma referência para quem faz visitas em outras épocas do ano também", diz. Sem precisar em números o quanto as vendas aumentam, Serrano observa: "A compradora do mercado se garante e no feriado ficamos com a loja aberta até o meio-dia". Nas floriculturas, por sua vez,a informação é de que, no passado, a procura era bem maior. No ramo há 46 anos, Norma Yoshida até gostaria de ver um furdúncio em sua loja localizada na Avenida Rio de Janeiro, Centro. Os crisântemos, amarelos e branco lá estão, enfileirados. "Antigamente, os clientes chegavam a fazer encomendas para o Finados com antecedência. Mas isso faz muito tempo." O comerciante Ricardo Matias, 26 anos, sustenta a informação e complementa: "Muitas pessoas deixam para comprar dos ambulantes mesmo e acabam pagando mais caro. Nosso maior movimento continua sendo Dia das Mães e Namorados. Ainda assim, os mais jovens, na maioria das vezes, compram flores quando aprontam alguma", conta. (W.V.)

Flores de plástico são proibidas
Segundo o superintendente da Acesf, Ademir Gervásio de Souza Júnior, durante o feriado será realizada uma pesquisa em cinco cemitérios urbanos para avaliar e sugerir os pontos em que devem ser investidos os recursos advindos do pagamento da Taxa de Manutenção dos Cemitérios. Os visitantes dos Cemitérios Jardim da Saudade, São Pedro, João XXIII, Padre Anchieta e São Paulo poderão respondê-la e contribuir com as reformas. A Acesf ainda reforça que as plantas artificiais estão proibidas,já que podem acumular água e ajudar na proliferação do mosquito da dengue. A mesma recomendação vale para as embalagens de velas. Já as flores naturais estão permitidas, desde que sem a embalagem plástica que as envolvem.(W.V.)


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