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Fique esperto com o colesterol

05 fev 2015 às 08:23

O colesterol é uma gordura importante para o nosso organismo, pois desempenha funções importantes como a estruturação da parede das células, a produção de diversos hormônios e a fabricação da bile, substância que participa justamente do processo de digestão das gorduras ingeridas. Mas todo mundo sabe que, em excesso, o colesterol é um verdadeiro veneno e que está relacionado a várias doenças, como aterosclerose (acúmulo de gordura nas artérias), infarto e acidente vascular cerebral.
E não é segredo para ninguém também que o consumo excessivo de gordura saturada está associado ao aumento do colesterol total no organismo, a soma do "colesterol bom" HDL com o "colesterol ruim" LDL, que é encontrado em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, vísceras, leite, manteiga e queijos, e em alguns alimentos de origem vegetal como o óleo de palma e a gordura do cacau.
A presença desse tipo de gordura também é bastante concentrada em alimentos ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos, comidas congeladas prontas para consumo, embutidos (presunto, salsicha, linguiça, mortadela, etc), bolos prontos e sorvetes de massa. Estes produtos industrializados, além de altas concentrações de gordura saturada, geralmente também contém a chamada gordura trans, cujo consumo está fortemente associado ao aumento do colesterol total e do ruim. De quebra, ela ainda reduz o bom colesterol.
A Pesquisa Nacional de Saúde, uma parceria do Ministério da Saúde com a Fiocruz e o IBGE, aponta que 57,4 milhões de brasileiros têm pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT), entre elas a hipertensão arterial e a alta taxa de colesterol, que estão associadas a fatores de risco como tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo. (Agência Saúde)

Marcação sob pressão
Na idade adulta é importante ficar sempre de olho nos níveis de colesterol no sangue. Quanto maior o nível de HDL no sangue, menor o risco de excesso de colesterol e de doenças aterosclerótica. A obesidade é um dos fatores de risco para o excesso de colesterol sanguíneo, mas pessoas magras também podem ter o colesterol alto. Entretanto, esse é um fator passível de mudança. Alimentação equilibrada e saudável e atividade física podem, além de ajudar a controlar o peso, manter o colesterol dentro dos níveis recomendados.
E controlar o colesterol com a alimentação também é possível. Alimentos como óleos vegetais (óleo de soja e azeite de oliva), peixes, nozes e castanhas apresentam grande quantidade de gordura insaturada, que, quando consumidos com moderação, podem ajudar a reduzir o colesterol total e o ruim e aumentar o bom.

O negócio é combinar
Combinações de alimentos de origem vegetal - vários tipos de grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas e castanhas – com a complementação de pequenas quantidades de alimentos de origem animal, óleos e gorduras, constituem base excelente para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa e culturalmente apropriada. O impacto do consumo de gorduras e colesterol sobre a qualidade nutricional da alimentação - e consequentemente sobre a saúde - dependerá da quantidade consumida, bem como a quantidade utilizada nas preparações. Uma dieta variada, com consumo moderado de alimentos de origem animal - dando-se preferência a carnes de corte magro e carne de aves sem pele -, baseada predominantemente de alimentos de origem vegetal e com utilização moderada de óleos e gorduras no preparo das refeições propicia um consumo de gorduras e colesterol adequado.


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