A estudante de Massoterapia Beatriz da Silva Mendes, 24 anos, estava na feira. "Eu soube pela internet, que também se transformou, para mim, em uma ferramenta importante para eu encontrar um novo trabalho". Desempregada há seis meses, Beatriz já trabalhou como vendedora, atendente de restaurante e recepcionista em empresa de informática. Moradora do Jardim Piza, na região sul de Londrina, Beatriz revela que a feira preencheu suas expectativas. Também desempregada, Tatiane Martins, 18 anos, mudou-se para Londrina há um mês justamente em busca de uma colocação. "Sou de Ortigueira e as oportunidades lá são poucas, bem menores que aqui, mas ainda assim, em uma cidade grande como Londrina, está difícil. Ano passado tive minha primeira experiência profissional como operadora de caixa e gostei de trabalhar, faz bem."
Região na contramão do Estado
De acordo com dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgado nesta quinta-feira (20), o Paraná, que em fevereiro apresentou saldo positivo de 9.962 postos de trabalho, foi um dos cinco estados que ainda permaneceram na zona positiva com saldo de 1.126 postos. Na contramão deste resultado positivo, também considerando os resultados apresentados pelo Caged, o estoque de emprego formal totalizado nas cinco principais cidades da Região Metropolitana de Londrina apresentou saldo negativo de -321 postos de trabalho, uma redução percentual de 0,14%, lembrando que a região vinha de um saldo positivo nos meses de janeiro e fevereiro.
No trimestre, com números corrigidos, a soma destas cidades ainda apresenta saldo positivo de 1.290 postos de trabalho ou 0,34%. No entanto, quando comparados os números de trabalhadores de março de 2016 com os de março de 2017, os resultados ainda apresentam um saldo negativo de 5.918 empregos o que representa -2.42% de redução de postos de trabalho.
Segundo dados do projeto "Análise e Divulgação de Dados Econômicos da Cidade de Londrina", elaborado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (NuPEA), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Londrina, em números absolutos, a cidade apresentou redução de 489 postos de trabalho, lembrando que vinha de uma elevação de 473 postos no mês de fevereiro.
Em termos percentuais, a cidade de Ibiporã, com saldo negativo de 133 postos de trabalho em relação ao mês de fevereiro, foi o município com o maior impacto negativo, representando -1,21 de sua força de trabalho com carteira assinada. Londrina, quando considerado março de 2016, ainda contabiliza uma perda de 3.956 postos de trabalho, ou 2,5% menos trabalhadores com carteira assinada. Na projeção de trabalhadores com carteira assinada Londrina contabiliza 154.558 neste mês de março, contra 158.438 em março do ano passado.
Grupo Folha