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FICOU O PREJUÍZO - Rezou o terço e viu a casa ser destruída

02 jul 2015 às 09:06


"Se as coisas já estavam ruins, agora estão ainda piores", desabafou o eletricista Wilson Iles Barbosa, ao observar o que sobrou da própria casa, localizada na Rua Francisco Marques de Oliveira, Conjunto João Paz, na zona norte de Londrina, destruída no início da semana pelo fogo. Ninguém se feriu.
"Moramos aqui há uns 25 anos. No terreno vivem oito pessoas. A gente na casa da frente e o casal de idosos na residência dos fundos, onde existem apenas três cômodos", explicou o eletricista, imaginando o que pode ter causado o incidente. "Minha sogra, dona Nazilha Castilho de Jesus, de 76 anos, foi rezar seu terço, como ela faz todos os dias, às 9h, e a vela pode ter virado e atingido algum tecido. Ela estava sozinha no momento em que tudo começou. Sou eletricista e a parte elétrica da casa estava perfeita. Não foi um curto-circuito", assegurou Barbosa.
Ele destacou que vinha passando por problemas financeiros e que, após o incêndio, a situação beira o desespero. "Sou eletricista autônomo, mas há dois meses venho trabalhando no ‘vermelho’ por causa da falta de serviços. Até estava fazendo um empréstimo no banco para quitar algumas dívidas, mas agora ficou muito difícil para mim", lamentou.
Com apoio de amigos e alguns familiares, Barbosa tenta reparar os danos no imóvel da família. "O fogo atingiu também o telhado, queimando o forro e o madeiramento que sustenta as telhas. O bombeiro falou que parte da estrutura pode estar comprometida. Vamos ter que reconstruir tudo de novo, salientou ele, acrescentando que a geladeira, o armário, a cama, o sofá e o guarda-roupas dos sogros foram destruídos. Além dos medicamentos que eles tomam para a pressão alta. Isso sem falar das roupas e calçados que ainda foram consumidos pelas chamas."


O terço que a senhora rezava na hora do incêndio não se queimou

‘Socorro podia ter sido mais rápido’
José Carlos Jesus, filho de dona Nazilha, contou que o atendimento do Corpo de Bombeiros poderia ter sido mais ligeiro. "Fiquei sabendo que a casa da minha mãe estava pegando fogo e liguei para os bombeiros em seguida, mas eles disseram que só iriam prestar o atendimento se o solicitante estivesse no local. Eu estava longe no momento. Com certeza, tudo isso atrasou o atendimento. O socorro podia ter sido mais rápido se tivessem vindo quando liguei", disse ele.
Tenente do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Emanuel coordenou o trabalho de combate às chamas na Rua Francisco Marques de Oliveira. O oficial respondeu aos protestos de Jesus. "A respeito da reclamação do familiar, entendo e acho plausível e razoável, já que ele perdeu tantos bens e ainda passou o estresse de ter os parentes correndo riscos no incêndio, mas temos um procedimento padrão de atendimento", explicou. "Por exemplo, a pessoa tem de passar algumas informações importantes da ocorrência pelo telefone, para que a gente encaminhe as equipes e as viaturas indicadas ao atendimento. Somente a pessoa no local pode fazer isso", informou o bombeiro.
Quem tiver interesse de ajudar esta família pode ir até a Rua Francisco Marques de Oliveira, 200, Conjunto João Paz, na Zona Norte de Londrina. O telefone para contato é 9127-8477. Qualquer ajuda é bem vinda. (P.M.)


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