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Ficou difícil - Empate foi lucro

07 mar 2016 às 09:04


Londrina e Atlético foram a campo na tarde de domingo no estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) em situações parecidas. Ambos precisavam vencer para acabar com a pressão. Mas depois de 90 e poucos minutos, o empate em 1 a 1 em nada, ou pouco, mudou a situação para os dois lados. Melhor no primeiro tempo, o LEC abriu vantagem com Bidía, mas viu os visitantes comandarem a etapa final e alcançarem a igualdade com Vinícius.
O resultado acaba com o 100% de aproveitamento do Londrina em seus domínios e deixa o time na linha divisória do céu e o inferno na tabela de classificação. O time caiu uma posição, mas ainda continua no G-8, com oito pontos, na oitava posição. Não há outra saída agora que não seja buscar pontos fora de casa, nos confrontos diante dos super ameaçados Operário e Maringá. Pelas contas do técnico Claudio Tencati, serão necessários sete pontos nas três rodadas finais para ir à segunda fase.
Parecia até que as broncas pós-derrota para o Foz do Iguaçu tinham surtido efeito. Com cinco mudanças, o LEC não encheu os olhos de ninguém, mas fez um primeiro tempo bom. Marcou bem e levou mais perigo antes de chegar ao gol. Sílvio, aos 28, já havia acertado o travessão de Wéverton. O zagueiro também destacou-se na marcação do cada vez menos gordinho Walter, que deu trabalho à defesa alviceleste. Mais consistente, o Tubarão marcou aos 34, em um belo gol de Bidía, seu primeiro como profissional. Ele recebeu de Paulinho Moccelin, dominou no peito e bateu na saída de Wéverton.

Hora de lavar roupa suja
A exemplo do que aconteceu após a derrota para o Foz do Iguaçu, a semana do Londrina deverá começar quente. Insatisfeito com o rendimento de alguns atletas em campo, o técnico Claudio Tencati prometeu intensificar a cobrança para cima de alguns atletas. Quando questionado se havia jogadores displicentes, ele concordou. Não citou nomes, mas prometeu não deixar que a atitude passe em branco.
"Quando o jogador entra (substituição), tem que ter, no mínimo, vontade. Não pode entrar displicente, tem que disputar, tem que lutar por bola. Isso não posso admitir. Tem que ter mais espírito, mais vontade quando entra no jogo. Não vou ficar apontando, vou lavar roupa suja em casa. Vários vão escutar, como eu vou escutar da imprensa, da torcida, do presidente. Não posso admitir, futebol é inspiração e transpiração", esbravejou o comandante.
Com apenas três pontos a mais que o lanterna Maringá, o Tubarão também já começa a se preocupar com a zona de rebaixamento. "Não podemos mais falar que isso não existe. Sabemos disso e, por isso, temos que pensar jogo a jogo, resultado a resultado. Temos que ser realistas, vamos ter dois confrontos diretos – Operário e Maringá - e o Londrina terá que se virar para fazer as vitórias, mesmo fora de casa", falou Tencati. O treinador admitiu ainda que não conta o recém-contratado Keirrison para o Estadual. (R.S.)

Sufoco
O etapa final foi toda atleticana. As entradas de Nikão e Marcos Guilherme melhoraram muito o time rubro-negro, que ganhou em velocidade e ofensividade. E o gol não demorou a sair. De falta, aos 13 minutos, o meia Vinícius aproveitou a a barreira mal montada por Marcelo Rangel, para igualar o placar.
Daí em diante só deu Atlético. Tencati tentou fazer o time reagir. Colocou Quirino e do jovem Yaya Banhoro. O primeiro entrou mal e foi vaiado. E o jogador de Burkina Faso, que esperou seis meses para estrear, fez uma jogada de efeito e só. Desorganizado, o LEC mal passou do meio-campo e só não tomou o gol porque a pontaria atleticana também não estava afinada. Limitou-se apenas a "chuveirar" e conter as descidas do rival. Sílvio ainda tirou uma bola de Ewandro, que era gol certo. Vale ainda falar de Netinho, que fez seu primeiro jogo como titular na temporada. Esperança de um meio-campo mais criativo, foi bem enquanto teve gás. Mostrou que, bem fisicamente e sem lesões, pode ser o organizador que Tencati busca.


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