Graças à ação de voluntários, a casa de apoio mantém as portas abertas. "Acomoda até 13 pessoas. Hoje são nove camas. Eram 10, mas uma quebrou. A gente joga colchão no chão e acolhe", explica Maria dos Anjos. A pensionista Izabel Galdino Perine, 82 anos, é voluntária há 24 anos. No meio da tarde, encontra a reportagem do NOSSODIA na casa, quando deixava o dinheiro do gás. Sem querer aparecer ou florear o gesto, resume: "A casa precisa, o povo precisa. "Quando a casa fechava no fim de semana, a gente via a pessoa ir embora chorando sem ter onde ficar", conta. A aposentada Hezir Thomas da Cruz, 79 anos, é tesoureira da Casa de Apoio. Como voluntária, soma 23 anos. "Decidi que não ia ficar em casa sem fazer nada. Vou ajudar o próximo. As pessoas vêm de fora, não conhecem a cidade, não tem família e essa é uma forma de estender a mão à quem precisa", pensa. Além de Izabel e Hezir, mais voluntários fazem a diferença. Há quem doe material de limpeza, pãozinho e a geladeira novinha e o micro-ondas são frutos da boa ação. "Com as despesas de água, luz, mercado, funcionária, são R$ 4 mil reais todo mês", explica Hezir. "Vivemos de doação e fazemos promoções como bazares de roupas e chás beneficentes. (WV)