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Feira da Alagoas arrebenta a boca do balão

28 jul 2014 às 08:24

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Toda quinta e todo domingo, o trânsito para na avenida São Paulo, no Centro de Londrina, e abre passagem para os pedestres fazerem compras na feira. Considerada a maior da cidade, a freguesia passeia despreocupada por entre as barracas armadas nas ruas Goiás, Espírito Santo e Alagoas. O freguês encontra do arroz e feijão bem pesado até queijos finos, especiarias e uma infinidade de outros produtos, que passam do campo para a mesa do consumidor. Nem a garoa fina que vez ou outra dá as cara espanta a clientela.
No domingo, a galera do NOSSODIA também foi à feira para movimentar ainda mais o pedaço. Nossas divulgadoras distribuíram exemplares do jornal e mostraram, para quem ainda não conhecia, tudo que é notícia em Londrina e região. "Será que o povo gostaro? O povo amaro", como diz uma dupla de comediantes da TV. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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Moradores há quase 40 anos do Shangri-la B, na Zona Oeste de Londrina, dona Edina Kyomi Fuzi, 64 anos, e o maridão Luiz Fuki, 64, gostam muito de ir à feira. Mas esta do Centro é a preferida. Eles até têm um hortinha em casa, onde cultivam vários produtos com muito carinho. Dona Edina, por exemplo, se orgulha do pé de maracujá doce. Mas o programa do casal é mesmo curtir a feira nas manhãs de domingo. Na última passagem por lá, eles levaram para casa um pedaço de cana para repartir com a família toda. "Essa é cana caiana, a mais docinha que tem", explicou Luiz.


Encomenda da patroa

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A interação com os feirantes faz a diferença para o engenheiro elétrico aposentado Artur Nishikawa, 61 anos. "Levo muito em consideração o atendimento que eles dão, que é diferenciado", elogiou. Com um carrinho forte e das antigas, seo Artur conta que um dia, quando um das rodas quebrou, um feirante foi quem levou o carrinho nos braços para ele. Na visita deste domingão, seo Artur tinha uma missão especial: comprar uma vassoura de fibras naturais para a "patroa", dona Emília. Se a feira anda às mil maravilhas, o mesmo ele não disse do bairro onde mora, o Jardim Petrópolis: segundo seo Artur, a iluminação pública por aquelas bandas está deixando a desejar. "Poderia ser bem melhor."

‘Queijim’ do mineiro

Metade da vida dedicada à feira. Silvio Costa, 34 anos, começou na lida como feirante com 17. Filho de um mineiro de Sapucaí Mirim, no Sul de Minas, ele contou que até hoje a família mora na roça. E como filho de mineiros, alguém aí arrisca qual a sua especialidade? O queijo, é claro. Mas na sua banca também tem frios variados e outros produtos. "Pode tá frio, pode tá calor, o pessoal gosta de um queijinho", garante ele, que é presidente da União dos Feirantes e Amigos (UFA). Por isso, ele não abandona a luta pela padronização e organização das bancas. "Aqui é um lugar de compras, mas acima de tudo de encontros e reencontros", observou.


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