O amor não é um superpoder
As pessoas esperam demais do amor. Seja qual for o tipo de amor que esperam – romântico ou fraterno – todos colocam nele expectativas que jamais poderá atender. Nem tudo é amor e nem tudo que é nobre é necessariamente amor. O amor não é um superpoder. Muito pelo contrário, a cada dia tenho percebido e me convencido que o amor está mais para responsabilidade do que para prazer. Ou, sendo menos pessimista, é um prazer que vem mediante alguma responsabilidade. Aquele lema espiritual que diz que é preciso dar para receber vale para tudo na vida, e com o amor não seria diferente. Amor não é algo gratuito, que só se recebe. Você precisa fazer a sua parte. Você precisa amar para ser amado. Essa é a lei. A vida é boa, mas não é tola. Dizem que Deus é amor. Dizem que o amor é tudo na vida. Dizem que sem amor não se vive. Exagero. Suas inspirações foram realmente magníficas, mas contribuíram para a ilusão de bilhões de pessoas, que assumiriam suas formas equivocadas de encarar esse sentimento, nobre sim, mas onipotente, não. As pessoas querem ser amadas, querem ser aceitas e quando não conseguem, se renegam. E partem para outro tipo de amor, mais irreal ainda, se é que existe alguma escala de irrealidade nisso: O "amor incondicional" dos bichos. Quer dizer, o engano do auto-engano. Nenhum bicho nos ama incondicionalmente. Deixe de dar comida pro seu cachorrinho pra ver se ele vai continuar te amando incondicionalmente. O amor dos bichos é sim sincero, honesto e puro. Mas não é incondicional. Porque tem algo que talvez você precise saber:
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