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Faria Lima

25 abr 2018 às 21:11

Para o motorista mal educado, o semáforo a 100 metros é insuficiente. A faixa de pedestres não basta, a sinalização horizontal também não e as placas que indicam a travessia de pedestres também não valem nada. Invisível aos olhos do motorista, o pedestre para diante da faixa e aguarda em vão. Só quando a manada, ops, a carreata passa em alta velocidade – superior aos 50 km permitidos, é possível então realizar a simples ação de atravessar a rua. Certamente o leitor se identificou com a situação, não rara em diversos pontos da cidade em que a faixa mais parece enfeite. Essa é na Avenida Faria Lima, altura do número 400, onde há uma unidade de ensino superior há mais de 10 anos.
De acordo com a diretora de Trânsito e Sistema Viário do IPPUL, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina, Denise Maria Ziober, a via recebeu recape emergencial e realocação do ponto de ônibus recentemente. "E a faixa de pedestres foi transferida para diminuir os riscos e evitar acidentes", explica. Ziober esclarece também que uma faixa elevada está fora de cogitação pelas condições da via. "Faixa elevada só até seis graus de declividade, mais que isso, há o risco de a via se transformar em uma rampa de decolagem. Semáforo também não porque há um a menos de 100 metros da faixa de pedestres", expõe. "O londrinense está dirigindo de modo agressivo e competitivo. Os motoristas parecem repetir o que fazem em videogames. Falta sensibilidade e falta pensar no próximo. Os idosos e as crianças possuem reflexos diferentes e o condutor precisa ser mais responsável ao dirigir moto e automóvel. Vejo o mapa com os acidentes e entendo que a forma como o motorista se comporta é irresponsável corriqueiramente. Acredito que a mudança só aconteça quando o bolso é afetado. Infelizmente essa é a didática e sou a favor do maior número de câmeras", lamenta. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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