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Falta um trato - Praça tinha tudo pra ser perfeita, mas...

28 set 2015 às 08:49


De longe, a praça Diógenes Falcão Fabie, localizada na zona Sul, encanta pela área verde com árvores, flores e até frutos – um pé de jaca, com baita fartura, beira a ostentação. Mas vindo da natureza, é de se admirar. Sob o calor de 36 graus, a praça é um convite e tanto para a fresca e contemplação. Mas nem tudo são flores quando ouvimos os moradores do entorno da praça. De diferentes faixas etárias, os frequentadores consideram que o espaço público tem potencial para oferecer mais lazer. A atendente de call center Fernanda Lima, 31 anos, explica que se sentiria mais à vontade se houvesse mais segurança. "Muitas pessoas têm receio porque como se trata de um local público, tem quem vem de boa, como aqueles que vem para fazer coisa errada. Apesar de ser um espaço bonito, também falta conscientização das pessoas", reflete.
Enquanto caminha, o aposentado Antônio Vigário, 61 anos, recolhe uma garrafa vazia do chão. "Gosto muito desse cantinho, vim para cá aos 12 anos e infelizmente está muito largado. Essa praça tem tudo para ser bonita, tem morador que colabora, mas metade dos bancos está quebrada e também falta manutenção", pensa.
O prensista Mauro Dias Veloso, 53 anos também tem opinião sobre. "Eu moro aqui há 52 anos. É uma pouca vergonha que vai além da praça porque nem um centro comunitário temos. O que tem tá abandonado e seria muito bom tanto para os velórios como palestras educativas. A praça então, deixei de vir à noite porque a gente vinha pra respirar um ar e era pura maconha. Assim como eu, mulheres e crianças não tiveram outra chance, a não ser deixar de frequentar.

Em 2015 não vai ter academia
Em atendimento ao jornal NOSSODIA, o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Vilmar Causs, o Mazinho, explicou que não há orçamento previsto para a instalação de novas academias ao ar livre em 2015. "Até porque não é só instalar, existe também e manutenção. Atualmente, são 82 academias ao livre e é importante haver uma parceria com a comunidade para que nos ajude a cuidar, pois são espaços públicos. (W.V.)



Nem apelando pro Santo das Causas Impossíveis?
Bem na frente da praça está a capela de São Judas Tadeu. E do ponto de vista do aposentado Orlando Michelato, não dá pra esperar muita coisa não. Há 28 anos ele mora no Jardim Esperança e a praça faz parte de seu caminho para ir à padaria, ao mercado ou de pretexto para tomar uma fresca. "É uma brisa muito boa aqui. Mas já prometeram tanto para esse lugar que agora nem santo tá fazendo mais milagre", desabafa. Segundo Michelato, o espaço seria contemplado com uma academia ao ar livre, mas ficou só no discurso. "Se tivesse, eu usaria", enfatiza. "Eu não acredito mais nos políticos e o povo também não faz a parte dele. Destruíram o parquinho, a grama tomou conta da cancha e não dá pra entender o tipo de mentalidade de quem depreda." (W.V.)

Modelo de pracinha
Bem perto dali, na rua Maria Carmelita Vilela de Magalhães, uma praça inspira a vizinhança pela limpeza, organização e beleza. De acordo com a auxiliar de enfermagem Rayssa Tatiane Germano, 25 anos, a união ali é uma prática. Rayssa é uma das moradoras e zeladoras da praça que enfeita a rua. Só à noite que é um breu, precisava melhorar a iluminação, mas aqui funciona porque a gente se conhece, cada um cuida um pouco, colabora e até varre". Além dos ipês amarelos, há pés de pitanga, amora e a paisagem valoriza os imóveis. Raquel Teotonia da Costa, 45 anos, é só elogios para a paisagem bem na porta de casa. Junto da neta Ana Beatriz, três anos, declara: "Aqui é gostoso, calminho e só falta mesmo uma parquinho, uma academia e mais iluminação para ficar completo. (W.V.)


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