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Falta de manutenção - Era uma vez uma ponte e um parque...

13 set 2017 às 22:39

Onde havia três balanços, só há um. As gangorras, agora mais disputadas do que nunca, só permitem que uma dupla brinque no sobe e desce e o único escorregador sobrevive na área de lazer do Lago 4, zona oeste de Londrina. Mas as queixas não param por aí, já que há anos duas pontes de madeira ligam nada a lugar algum, estendidas sobre o gramado. "Vixi, desde o tempo em que Barbosa (Neto) era o prefeito está assim", indigna-se o aposentado Antonio Barbosa. "Durou só oito dias porque veio uma chuva bem forte, derrubou o pilar do meio e desemendou as pontes", explica. "Eu me lembro exatamente que funcionou só por oito dias porque acompanhei toda a colocação. Essa ponte era muito esperada por estudantes e trabalhadores e faz falta", acrescenta.
A vendedora ambulante Rosângela de Araújo ouve diariamente as queixas de moradores da rua Juiz de Fora, adjacências e outros frequentadores do espaço público destinado ao lazer e que deixa a desejar – nas palavras de tantas e tantas pessoas. "Os parquinhos estão abandonados. A verdade é essa e são até perigosos. A própria vizinhança já fez reparos, cuida, mas tudo precisa de cuidado e manutenção, ainda mais que são equipamentos expostos ao tempo", diz. Segundo a ambulante, moradores do entorno já reivindicaram uma academia ao ar livre na área cercada de verde. "É uma pena porque há muitos idosos, eles são ativos e gostariam de ser atendidos. Isso valorizaria o espaço. A alternativa é ir até a academia perto do Jardim Tóquio ou no aterro, mas a pernada fica puxada e perigosa", argumenta. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


Fotos: Walkiria Vieira
Os brinquedos não sabem o que é manutenção e estão prontos para machucar alguma criança


Quando o abandono vira arte
Na ponte abandonada, a artista visual e fotógrafa, Chirlei Kinup, encontra o cenário ideal para fotografias. Ao lado de famílias que procuram registrar momentos especiais, ela se inspira. A profissional considera que o rústico seja uma alternativa diferenciada e por meio de ângulos especiais, consegue resultados que surpreendem. "Mas sou muito cuidadosa. Essa ponte por exemplo está bastante danificada, tem parafusos enferrujados e expostos e além de mim, a mãe da criança está cuidando da criança para posicioná-la da melhor maneira e para que não aconteça nenhum acidente. Fim de semana aqui fica lotado. Muita gente usa essas pontes para fazer fotografias", reforça. (W.V.)

Resposta
De acordo com o Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina, a ponte e outras seis estão na dependência da oficialização de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), que está sendo formalizado junto à Promotoria do Meio Ambiente. Não há prazo para que isso ocorra e a previsão de quando custará a obra não foi divulgada. (W.V.)


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