Abrigo de inúmeros taekwondistas por uma década, a ‘Casa do Atleta’ está fechada desde o início deste mês. Sem dinheiro para mantê-lo, o técnico Fernando Madureira foi obrigado a desativar o imóvel, o que pode causar uma debandada de boas promessas da cidade, reconhecida nacionalmente como um dos maiores polos formadores da modalidade no país.
A Casa do Atleta, como foi denominada pelo criador da equipe Madureira, existia desde 2004 e serviu de moradia para grandes nomes do taekwdondo nacional, como Diogo Silva, campeão pan-americano de 2007, Renata Pereira, Nicolas Pigozzi, Lícinio Soares, Fernando Moreira e, mais recentemente, Talisca Reis, tida como uma das promessas de medalha para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
Madureira conta que o aluguel do imóvel – cerca de R$ 1,5 mil/mês – foi pago pela Sercomtel até 2011. Nos dois anos seguintes, valor foi bancado pelos próprios atletas – cada um dos 12 moradores ajudava com R$ 100 – e o restante saía do bolso do próprio técnico. Em 2014, a situação piorou e Madureira passou a arcar com R$ 900. "É muito amargo. Estamos acostumados com vitórias, trazer resultados, temos projetos sociais, mas ninguém se importa. Tentei o ano inteiro parcerias para bancar, mas não deu certo", reclamou o treinador, que ainda terá que bancar a reforma para a entrega da casa, orçada em R$ 10 mil. (Rafael Souza/Folha de Londrina)
A Casa do Atleta, como foi denominada pelo criador da equipe Madureira, existia desde 2004 e serviu de moradia para grandes nomes do taekwdondo nacional, como Diogo Silva, campeão pan-americano de 2007, Renata Pereira, Nicolas Pigozzi, Lícinio Soares, Fernando Moreira e, mais recentemente, Talisca Reis, tida como uma das promessas de medalha para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
Madureira conta que o aluguel do imóvel – cerca de R$ 1,5 mil/mês – foi pago pela Sercomtel até 2011. Nos dois anos seguintes, valor foi bancado pelos próprios atletas – cada um dos 12 moradores ajudava com R$ 100 – e o restante saía do bolso do próprio técnico. Em 2014, a situação piorou e Madureira passou a arcar com R$ 900. "É muito amargo. Estamos acostumados com vitórias, trazer resultados, temos projetos sociais, mas ninguém se importa. Tentei o ano inteiro parcerias para bancar, mas não deu certo", reclamou o treinador, que ainda terá que bancar a reforma para a entrega da casa, orçada em R$ 10 mil. (Rafael Souza/Folha de Londrina)