Que está morrendo gente adoidado é fato. No entanto, os municípios da região tem um problema em comum relacionado ao assunto: a necessidade de criação de vagas em cemitérios. Londrina possui 13 cemitérios municipais, sendo cinco na área urbana e oito na zona rural. O mais novo deles, inaugurado em 1989, está lotado. Após a implantação do Cemitério São Paulo, no bairro Aeroporto, na zona leste de Londrina, apenas cemitérios particulares foram construídos na cidade. Em contrapartida, a população saltou de 390 mil habitantes (em 1991) para quase 550 mil, conforme estimativa do IBGE para 2015.
Em Londrina, o desafio é vencer a burocracia e finalizar as negociações com o proprietário de uma área particular na zona norte da cidade. Conforme a superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Sônia Gimenez, duas áreas já decretadas de utilidade pública estão sendo avaliadas. "Em breve nós deveremos ter essa definição. É que os procedimentos, tanto cartoriais quanto de gestão, precisam de um certo tempo para tramitar dentro da legalidade", explicou sem mencionar prazos.
A expectativa é de que o novo cemitério atenda a demanda de sepultamentos estimada para os próximos 15 anos. Serão criadas, aproximadamente, 22 mil vagas para a população. No entanto, os custos ainda não foram contabilizados. "Nós não temos financiamentos públicos para cemitérios. Não temos fomento ou verbas para serviços funerários. O governo auxilia na construção de postos de saúde para o pré-natal, de creches e de escolas para as crianças, de órgãos de apoio social, de residências... Desde o nascimento existe um acompanhamento que é interrompido na hora da morte. Nunca se pensa nos cemitérios mesmo sabendo que, daqui a 80 anos, toda essa população que mora nos novos residenciais vai ter que ter ou um local para ser cremada ou sepultada", completou.
Em Rolândia, todos os terrenos nos três cemitérios municipais devem ser ocupados até o final deste ano. No entanto, novas gavetas para sepultamento poderão ser construídas, caso isso aconteça antes da conclusão da primeira etapa do novo cemitério. "Pelo que a gente tem planejado, não vai existir esse problema. Não é uma situação desesperadora. A discussão desse novo espaço começou há pelo menos cinco anos, mas a burocracia atrapalha", explicou o diretor de Cemitérios da Secretaria de Serviços Públicos de Rolândia, João Alexandre Brunozzi.
Após a definição pela área de 3,5 alqueires na saída para Jaguapitã, os gestores de Rolândia saíram em busca de recursos e conseguiram a promessa de liberação de
um empréstimo de R$ 1,5 milhão pelo Paranacidade,
órgão ligado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento
Urbano (Sedu). O custo total da obra é estimado em
R$ 3 milhões. (V.C.)
"No limite sempre estamos. Não estamos com sobra. Com os terrenos que temos duraria mais um ano", contou o assistente administrativo da Prefeitura de Cambé, Luis Carlos Girotto, ao se referir às poucas vagas disponíveis no cemitério municipal. O local é dividido em duas áreas: uma com sepulturas tradicionais que possui cerca de 30 terrenos disponíveis e outra no modelo de cemitério parque, que está quase na capacidade máxima.
O cemitério de Cambé deve ser ampliado em breve com a criação de mil terrenos disponíveis para as futuras sepulturas. Ao todo, 20 imóveis serão desapropriados nas ruas Rio Branco e São Salvador.
Em Ibiporã, não há previsão para novas ampliações ou reformas, conforme o coordenador da Divisão de Cemitérios, Paulo Ribeiro. No entanto, outras medidas estão sendo adotadas. "Hoje nós usamos os sistemas de gavetas, emprestamos por três anos. O corpo fica lá nesse período e depois é colocado em um ossário particular. Avisamos as famílias e elas acompanham a exumação", contou. (V.C.)