Os filhos de Gilmara sabem que foram adotados e a professora esclarece a necessidade. "É melhor assim. Não é feio adotar, não é feio ser filho adotivo. E na escola, principalmente, há conteúdos escolares que suscitam a adoção e, se o professor não sabe que aquela criança é adotada, pode haver constrangimentos. Por exemplo, quando em uma atividade, o professor pede uma foto da época em que a mãe estava grávida, ou de quando caiu o primeiro dentinho - em se tratando de uma adoção tardia", exemplifica. Gilmara considera que para mudar a cultura da adoção é preciso ficar claro que filho adotado é igual aos outros. "Mas por algum motivo, não pode ficar com a família de origem". Quanto antes pudermos trabalhar a adoção com as crianças, elas vão ver que ser filho adotivo é igual a ser biológico. "A diferença é que não foi gerado por aquela mãe e não foi concebido por aquele pai. Só", pontua.(W.V.)