Quanto maior a distância da Prefeitura, maiores o problema e o tempo para ser atendido, explica um morador do Conjunto João Turquino, extremo oeste de Londrina. Um das dificuldades enfrentadas pela comunidade é a profunda cratera que há alguns anos destrói parte do fundo de vale do bairro. O espaço passou a ser usado para o descarte irregular de lixo, atraindo ainda insetos e animais com o mau cheiro.
Além do fundo de vale, a erosão consome parte do asfalto entre as ruas Assumpta Romeu Pelegrinelli e Lenita César. "Esse buraco começou há uns dois anos, mas o problema se agravou mesmo com as chuvas mais fortes deste ano", conta o faxineiro Gilberto Augusto dos Santos. Morando a 100 metros do local, revela que pediu socorro ao poder público algumas vezes.
"Ligamos diversas vezes para que a Prefeitura nos atendesse. Funcionários da Prefeitura já vieram aqui. Ficaram olhando, avaliando o caso, mas nada de relevante fizeram até hoje. Somente colocaram umas barreiras de concreto em volta do buraco, que não seguram ninguém", diz. "Estamos longe de tudo, do centro, da Prefeitura. Estamos desanimados e não ligamos mais, não acreditamos numa solução", desabafa ele.
Não há qualquer tipo de sinalização alertando os motoristas sobre o problema. Um condutor pode facilmente perder o controle e cair no buraco. Por sorte, segundo o Faxineiro, ninguém ainda se machucou.
Fotos: Paulo Monteiro
Sema admite que o lixo acumulado na erosão pode contaminar o córrego no fundo de vale
Desilusão
Desiludidos, vizinhos do conjunto João Turquino passaram a dar uma finalidade nada elogiável para o espaço. "Para que ele não ficasse mais profundo, algumas pessoas jogam lixo aí dentro. Fora o perigo de acidente, o mau cheiro é muito forte. Atrai muitos mosquitos e ratos também", denuncia o morador Gilberto dos Santos. Além do mau cheiro causado pela grande quantidade de resíduos, manilhas (do que parece ser da rede pluvial) estão danificadas. O lixo pode estar contaminando o córrego São Domingos, a cerca de 500 metros da cratera.
O diretor operacional da Sema (Secretaria do Meio Ambiente), Marcos Vinícius Tersariol, explica que há alguns anos parte das galerias pluviais do bairro se romperam por causa da quantidade de água da região. Segundo ele, a Secretaria municipal de Obras realizou melhorias no local e instalou uma nova rede, proporcional ao volume. Para Tersariol, um novo rompimento na galeria pode ter causado a erosão no fundo de vale. (P.M.)
Desiludidos, vizinhos do conjunto João Turquino passaram a dar uma finalidade nada elogiável para o espaço. "Para que ele não ficasse mais profundo, algumas pessoas jogam lixo aí dentro. Fora o perigo de acidente, o mau cheiro é muito forte. Atrai muitos mosquitos e ratos também", denuncia o morador Gilberto dos Santos. Além do mau cheiro causado pela grande quantidade de resíduos, manilhas (do que parece ser da rede pluvial) estão danificadas. O lixo pode estar contaminando o córrego São Domingos, a cerca de 500 metros da cratera.
O diretor operacional da Sema (Secretaria do Meio Ambiente), Marcos Vinícius Tersariol, explica que há alguns anos parte das galerias pluviais do bairro se romperam por causa da quantidade de água da região. Segundo ele, a Secretaria municipal de Obras realizou melhorias no local e instalou uma nova rede, proporcional ao volume. Para Tersariol, um novo rompimento na galeria pode ter causado a erosão no fundo de vale. (P.M.)
Risco de contaminação
Sobre o lixo descartado irregularmente, o diretor operacional da Sema, Marcos Vinícius Tersariol, admite que o material pode contaminar o córrego, pois o espaço possui diversas nascentes. O diretor se comprometeu a ir ao bairro, na companhia de fiscais da Secretaria do Meio Ambiente, para avaliar a situação e acionar órgãos municipais em condições de atender o caso, entre eles a Secretaria de Obras.
Por meio de telefonemas, durante a tarde da última sexta-feira, a reportagem tentou falar com o secretário de Obras, Walmir Matos, porém as ligações não foram atendidas. O caso também foi repassado para a assessoria de comunicação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que informou que deve colocar em seu cronograma a limpeza do espaço. (P.M.)
Sobre o lixo descartado irregularmente, o diretor operacional da Sema, Marcos Vinícius Tersariol, admite que o material pode contaminar o córrego, pois o espaço possui diversas nascentes. O diretor se comprometeu a ir ao bairro, na companhia de fiscais da Secretaria do Meio Ambiente, para avaliar a situação e acionar órgãos municipais em condições de atender o caso, entre eles a Secretaria de Obras.
Por meio de telefonemas, durante a tarde da última sexta-feira, a reportagem tentou falar com o secretário de Obras, Walmir Matos, porém as ligações não foram atendidas. O caso também foi repassado para a assessoria de comunicação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que informou que deve colocar em seu cronograma a limpeza do espaço. (P.M.)